sábado, 19 de agosto de 2006

Casa, Belo Horizonte

Depois de passar alguns meses no Rio de Janeiro, sempre me assusto com a natureza lemingue dos pedestres belo-horizontinos. Em São Paulo rua se atravessa na faixa e com o sinal vermelho. No Rio, os pobres coitados a pé correm assustados, cientes da sua condição de presa. Mas em BH os pedestres convergem em massa a partir dos dois lados da pista, sem demonstrar a menor preocupação com o trânsito. Ou se sentam em mesas de bar colocadas em cima do asfalto, como se atropelamentos fossem uma paranoia inventado por maconheiros cariocas ou paulistas neuróticos.

De qualquer maneira, estou de volta, para um fim de semana muito rápido. Hoje foi a festa de despedida da Mari, que vai para Paris na semana que vem. Amanhã o André, Mi, Gabi, Marina, Mari e o Zecão virão para o almoço de dia dos pais que vou fazer*. Dá para matar alguma saudade deles quando venho para minha visitas relâmpago, mas vai demorar um tempo até me encontrar com a Mari de novo.

Falando em saudade, por essa hora já devia ter me acostumado. Minha família mora lá e cá, meus melhores amigos moram lá e cá. Sempre sinto que está faltando algo. No momento, esse algo consiste do Gabriel, da Ceci e até do Bilbo.

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*rosbife com crosta de ervas e arroz de sete grãos com carneiro e cebolas caramelizadas. A minha mãe fará strudel de sobremesa.

2 comentários:

supermafra disse...

Não se esqueça dos poderes telecinéticos que os motoristas belo horizontinos crêem possuir. Ao avistarem um pedestre ao longe, aceleram o carro acreditando que isso os fará de fato se distanciarem do mesmo.

Mi disse...

O almoço foi um sonho indescritível!




Acabo de me dar conta de que serei facilmente atropelada em São Paulo. Atravessar a rua de qualquer jeito é uma das minhas especialidades!