terça-feira, 18 de novembro de 2008

Washington Convention Center, Washington
Jabuticaba e Angu

Bambu no café, bambu no almoço, bambu no jantar

Comi Jabuticaba aqui em Washington. Jabuticaba e angu. Aaa, e fui no zoológico também.

O zoológico daqui é muito bem bolado. As jaulas ficam bem integradas no ambiente; e tanto em tamanho como em aparência, não têm aquele ar de Lyubyanka para animais (a lá George Orwell), típico de muitos zoológicos brasileiros. Foi interessante ver as elefantas sendo exercitadas, os pandas na sua coceba comedora de bambu habitual, e os polvos sendo alimentados. Alias, a ala de invertebrados provavelmente é a mais interessante; tive conversas bastante interessantes com os tratadores destes últimos.

Exercício


Fearful simmetry


O Polvo, unido

Perto da saida, existe uma exposição sobre a 'rainforest', com um tanque com pirarucús, pacus e bagres, e uma estufa com uma micro-floresta tropical (que, devo dizer, me parece mais a floresta da tijuca que a amazônia), com aves, macacos, e... uma Jabuticabeira! Com um pouco de incentivo, uma delas acidentalmente caiu da árvore; tive que come-la para não desperdiçar. Não sei como conseguiram fazer uma jabuticabeira crescer por aqui, mas tive que passar pelo keepers responsáveis para dar os parabéns. Parece que a dita cuja tem alguns anos de idade, e este é o primeiro ano que ela deu frutos.

Pirarucús...

... e jabuticabas.

Voltei andando margeando um riacho chamado Rock Creek, onde antes existia um ceminterio usado pelos negros da cidade. Até o começo do seculo XX a área em volta era um tanto erma, até que foi construida uma ponte caríssima, na época chamada de 'million dollar bridge', sobre o rio. Subi até a ponte, peguei o metrô, e voltei para o congresso.

Million-dollar bridge sobre Rock Creek

As apresentações hoje foram mais interessantes do que ontem, e incluiram uma alemã falando de ratos mutantes com comportamento sexual invertido (i.e., machos e femeas com papeis trocados). Mas ainda sofro com a sopa de letrinhas, principalmente quando o assunto toca a bioquímica. Após um 'social' meio choco, fui me encontrar com o meu novo host, um americano que fala portugues fluente. Fomos jantar em um restaurante meio indefínível, com um serviço bastante simpático. Comi o que dizem ser um prato tradicional de Washington, a tal Crab Cake. Ela veio acompanhada de um angú de milho branco (do tipo que usamos para fazer canjica). Muito bom... Apesar de ter comido várias refeições mediocres aqui nos EUA, mais que ocasionalmente a culinária e produtos locais têm me surpreendido positivamente.

Para terminar, e falando em Lyubyanka, a visita noturna ao Spy Museum foi interessante; mas o museu é pop demais para o meu gosto, embora algumas das exposições interativas sejam bastante interessantes. Infelizmente, fotografias não são permitidas; no lobby de entrada existe, pendurada em um guincho, uma estátua do Felix Dzerzhinsky, o fundador da KGB (então chamada de Cheka). A original ficava na frente da sede da KGB, na tal praça Lyubyanka. Depois que a União Sovietica foi para o saco, foi a primeira estátua a ser derrubada em Moscou.

Hang in there Felix

Um comentário:

rafa disse...

crab cake e' bom....