Casa, Rio de Janeiro
Social Isolation
Dear Martha,
Yours truly, xxx
| Para lidar com o isolamento |
Viajando na maionese
Dear Martha,
| Para lidar com o isolamento |
- |3run0 , 3/24/2020 0 pessoas sem mais o que fazer
"Are you absolutely sure? Perhaps the quakes will stop after enough energy is released? "
"You revised my calculations yourself, my love. Krypton will cease to be, and soon"
"I know it in my mind; but the mother in me still can't accept it"
"Lara, I understand. Myself, I have felt like two different men barely on speaking terms ever since I found out"
A low-frequency rumble can be heard. At a distance, sirens wail.
"It is time, Jor-El"
"It is. The capsule is ready. But I've been dreading this moment"
"Yes, dreadful. But he needs us, one last time"
The ground shakes heavily and shifts, and sharp rending sounds fill the air as the crust of a dying planet starts to crack.
"Goodbye my son. Their Sun will make you as a God to them..."
"No time for eloquence Jor-El. We will know what God-like feels soon enough, in this chamber you built"
"It was the only way to power the capsule"
"Indeed. But Krypton could have lived for while longer without it"
"To what end? We are a dying people; that could not be changed. You know how much we tried"
"Be it as it may, let's do it now or the sacrifice will be for nought. How do I generate these 'heat rays' you describe? Just concentrate my mind?"
"I believe so. It should feel natural, like opening one's eyes"
Weakly at first, then intensely, red light pulses from the eyes of Jor-El and Lara while they look upon their son for the last time through vaporizing tears. The chamber hums and glows a faint yellow as the energy output of an entire continent is routed though it. A power relay coupling fails, and the yellow dims briefly before a backup comes online. Insulating ceramics crackle and smoke. Hurried footstep are heard from outside, followed by urgents shouts and the sound of something heavy and metallic hitting an unyielding bulkhead. Suddenly, bolts of liquid fire emerge from two sets of eyes, crossing in the capsule sitting on a pedestal between them. The unnatural matter of the capsule's thin transparent shell absorbs the energy and transmutes it, as space-time starts to shift and bend. Man, woman and capsule are now dark outlines in a sea of red, and the chamber's power surges and fails for one last time.
In his crib, Kal-El smiles and gurgles, contently.
- |3run0 , 12/11/2018 2 pessoas sem mais o que fazer
| O Uber local |
| Yoga de Penrose - procurando quase-simetrias |
Fiquei com a segunda opção. Um prédio honesto com combinações um tanto idiossincráticas de privadas, banheiras e chuveiros distribuídos entre seus três andares, cada um com dois ou três apartamentos.| Punting |
| Punting 2 - quase em linha reta |
- |3run0 , 7/19/2017 0 pessoas sem mais o que fazer

- |3run0 , 12/04/2015 0 pessoas sem mais o que fazer
-> coisas estranhas, Genebra, Suiça, viagens
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| Pausa para cachimbo |
- |3run0 , 7/18/2015 0 pessoas sem mais o que fazer
-> arqueologia, coisas estranhas, Londres, UK, viagens
Eu comecei a dar aulas de física na UFRJ pela grana...
Uma semi-carreira como professor substituto não é, suponho, o que se costuma imaginar como o caminho para a fama e riqueza. Mas, precisando do dinheiro e sabendo que poderia acumular o cargo com minha bolsa de pos-doc se fossem ambos na mesma universidade, me candidatei a uma vaga. Em 2010.
Mesmo sem qualquer experiência didática digna de nota, fui aprovado. Sinceramente, não esperava gostar de dar aulas; seria apenas uma obrigação, a ser cumprida diligentemente mas sem particular entusiasmo.
Literalmente o primeiro tópico que abordei foram as leis de Kepler. Acho que o primeiro comentário que ouvi dos meus primeiros alunos foi um pedido para falar mais devagar. Alguns deles devem estar até hoje se perguntando o que aquele maluco achava de tão interessante em elipses e hipérboles.
Eu descobri que lecionar era não só agradável, mas entusiasmante. Preparar uma aula é, notei, uma excelente e fecunda maneira de reencontrar a física básica com uma perspectiva ortogonal a de um estudante que encara a matéria pela primeira vez. O que me parecia contingente, arbitrário ou irrelevante agora *faz todo sentido*! As conexões que se apresentam com outros tópicos e áreas são tão numerosas e interessantes, que a preparação acaba se tornando em grande parte uma questão de poda temática. A aula em si é uma ocasião para tentar transmitir parte deste entusiasmo para os alunos.
Fui contratado em carater efetivo em 2013, e continuei lecionando. A dois semestres ensino Física Moderna, um curso introdutório de mecânica quântica.
Obviamente, entusiasmo é uma faca de dois gumes. Meus alunos correm menos o risco de cair no sono, mas eu me arrisco a sair por tangentes aleatórias ou a, em arroubos de excesivo entusiasmo, transformar a sala de aula em uma versão científica de um culto evangélico (´E a quantização de Planck tocou a estatísitca de Maxwell-Boltzmann, e o demônio da catástrofe ultravioleta foi banida para todo o sempre! Aleluia!'). Mas tento me controlar.
Uma outra dificuldade é saber o quanto do que foi dito foi efetivamente entendido. O que é óbvio e ululante para o professor pode ser um exoterismo quase opaco para os alunos. E extrair um 'Não entendi!' destes últimos, mesmo daqueles com olhos arregalados e expressóes de terror após alguns passes matemáticos mais ousados, pode ser mais difícil que espremer leite de pedra.
É por isso que procuro sempre (nem sempre com sucesso) me enxergar da perspectiva deles. E é por isso que achei tão fenomenal que uma talentosa aluna de biofísica que frequentou meu curso este semestre, a Eduarda Morsch, tenha me desenhado enquanto eu ensinava a Teoria da Relatividade restrita. Alguns puristas podem levantar objeções ao modelito bermuda-e-havaianas, mas acho que o desenho também captura um pouco da intensidade maníaca nos meus olhos quando falo sobre quadrivetores e invariantes de Lorentz...
Mais bem vestidos estão os três cavaleiros abaixo. Schrodinger, com seu gato meio vivo-meio morto, Einsten e seus trens e relógios em uma dança quadridimensional, e Planck e o espectro da radiação de corpo negro que a incipiente teoria quântica conseguiu explicar. Um resumo de metade do meu curso melhor do que qualquer apostila que eu conseguiria produzir.
- |3run0 , 12/30/2014 1 pessoas sem mais o que fazer
-> aulas, coisas estranhas, UFRJ
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| Logan, a mosca |
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| Logan e sua vítima |
| O Elfo da segurança ataca novamente! |
| Boris Johnson |
- |3run0 , 8/11/2013 0 pessoas sem mais o que fazer
-> coisas estranhas, inglaterra, UK, viagens
- |3run0 , 11/04/2012 0 pessoas sem mais o que fazer
São 5 da manhã e finalmente vou tentar dormir. Os meus padrões de sono
estão uma zona; Alguns dias eu tenho a impressão que eu nem adormeci nem
fiquei acordado totalmente hora nenhuma. Hoje foi um destes dias. O dia inteiro passou, o Gabriel chegou da escola e a Ceci do trabalho, e eu sem conseguir produzir.
Até que apelei, sai para pedalar as 9 da noite, andei 45km, e
voltei para casa. Tomei um banho, me sentei na minha cadeira
vestido somente com uma toalha, e finalmente consegui trabalhar, ouvindo
alternadamente Muse e três versões diferentes das variações de
Goldberg (de JS Bach)*, enquanto tropeçava no Bilbo e enchia o quadro de equações. Me
sinto como o próprio Kurtz** aqui dentro deste Congo neuronal.
- |3run0 , 9/13/2012 0 pessoas sem mais o que fazer
-> argh, coisas estranhas
- |3run0 , 7/22/2012 1 pessoas sem mais o que fazer
-> coisas estranhas, Espanha, Olot, viagens
Existem duas '2nd Street' em Miami. Uma SW e outra SE. Passei um bom tempo procurando em uma por um hotel que na verdade ficava na outra. Graças a isto, quase, muito quase, perdi o avião. Depois de uma corrida de taxi que teria sido frenética no Rio, mas em Miami foi apenas um pouco mais dinâmica, e depois de negociar um tanto violentamente com uma extorsiva (US$ 5) e renitente máquina de carrinhos de carga, cheguei no balcão da American. Consegui angariar suficiente simpatia da gestora local da fila para ser passado para a frente, mas o tempo era exíguo. As atendentes (que não manifestaram nenhum interesse em particular por minha mala), prestativas, ficavam me informando quanto tempo eu ainda tinha para conseguir embarcar. 'Você tem 8 minutos para fazer o check-in!'... 'Você precisa chegar na sala de embarque em 5 minutos!'... No final cheguei. E para não dizer que chegar atrasado não tem suas vantagens, me descobri na classe executiva.
Suponho que standbys vários já tivessem sido chamados, e uma das atendentes cronometrantes me colocou no último assento disponível. Provavelmente o pior assento da classe, no meio da última fileira. Mas mesmo assim muito além que qualquer coisa disponível para a hoi poloi nos fundos do avião. Uma análise pseudo-marxista de botequim afirmaria que o meu propósito, como recém-elevado membro da classe executiva, interposto física e socialmente entre a 1a classe e o proletariado aéreo, seria lutar até meu último folego para preservar os previlégios dos primeiros, cujos maneirismos procuro imitar, contra arroubos revolucionários dos segundos, de quem procuro me distinguir.
Achei portanto mais útil assisitir o filme de bordo (sobre robos lutadores de boxe) e escrever este post do tecer análises pseudo-marxistas de botequim.
PS: Estou subindo o post de um bar comandado e frequentado por Tchecos, e onde mesmo assim fui servido um lauto lanche espanhol. Cheguei na casa dos meus simpáticos anfitriões (um casal com um filho de 2 anos) depois de pedalar do aeroporto até aqui. Andar na estrada não é muito complicado, devido ao acostamento. A única parte mais sinistra foi um elevado, sem aconstamente, que percorri por engano ao errar uma interseção.
- |3run0 , 7/14/2012 0 pessoas sem mais o que fazer
-> Barcelona, coisas estranhas, Espanha, EUA, Miami, viagens
O cadeado da minha bicicleta foi arrebentado hoje, em Key Biscayne. O responsável saiu pedalando com ela até sumir no horizonte. Felizmente, já existe um suspeito. É um físico brasileiro em trânsito que trouxe a chave do cadeado errado.
Eu cheguei aqui em Miami para uma visita relâmpago. Estou em trânsito, na verdade, por 14 horas entre o Rio e Barcelona. Vim encontrar um amigo meu (e usar o hotel dele como base de operações), pegar um celular novo (Galaxy III; mudou minha vida...) e andar um pouco pela cidade. Que conheço de quando vim em excursão Dísnica quando tinha 11 anos e a minha fraseologia em inglês se limitava a 'Coke, no ice'.
Cheguei muito cedo, e fui andar de bicicleta até um parque estadual que fica na ponta da Key Biscayne, Passeio agradável por uma série alternada de ilhotas e pontes, com parada para pastel de goiabada e guarapa. Cheguei no tal parque, prendi a minha bicicleta, e fui para a praia...
O mar por lá é calmo, limpo e morno. Fiz por algumas horas o usual que se faz em praias (ou que pelo menos eu usualmente faço). Mas nuvens de chuva se aproximavam, e era hora de ir embora. Exceto que, como reconheci quase imediatamente quando a saquei, a chave que havia trazido era do cadeado de outra bicicleta...
O ranger do parque não demonstrou muita simpatia. Não, ele não dispunha de um alicate ou assemelhado. Não, não havia nada que ele pudesse fazer. Sucks being you, see ya. Resolvi fazer justiça com minhas próprias mãos.
O meu canivete Leatherman tem várias funções, das quais a faca e o alicate com cortador de fio têm particular relevância para a presente história. O meu cadeado consistia de um fio de tecido guiando um trança de cinco feixes de cabos de aço, que por sua vez são envolvidos por uma mangueira de plástico. Comecei cortando uma seção da mangueira, e em seguida comecei a atacar os fios, um a um. Isto ocorria no meio de uma passarela de madeira por onde circulavam transeuntes vários, que poderiam plausivelmente questionar o meu respeito ao conceito de propriedade alheia. Nenhum policial surgiu gritando 'Step away from the bike and put away that multitool!'. Mas a paranoia era tanta que, ao ver um casal de velhinhos me olhando com curiosidade, confessei preemptivamente o que fazia e expliquei a situação. Longe de tentarem se afastar de alguém que não só era manifestadamente ladrão com também louco, eles manifestaram simpatia pela minha situação, e curiosidade sobre como eu havia parado ali. "Eu tenho ferramentas no carro" - disse o homem. - "Vou ajudá-lo!".
Com uma combinação de um alicate de bico mais nutrido, um martelo, força bruta e paciência, cortamos finalmente o cabo. Me despedi do simpático casal*, e me pus a caminho. Almocei com o Kirby em um restaurante indonésio, e vou só fazer algumas compras e voltar ao aeroporto. Chego em Barcelona, se tudo der certo, amanhã de manhã.
_______________
* A senhora era de Maryland, e o senhor é um cidadão americano, ex-turco e ex-imigrante ilegal nascido as margens do mar negro.
- |3run0 , 7/13/2012 1 pessoas sem mais o que fazer
-> bicicleta, coisas estranhas, EUA, Miami, viagens
- |3run0 , 6/09/2012 2 pessoas sem mais o que fazer
Não sou o primeiro a observar isto, mas o aparato de segurança aérea nos EUA parece considerar o bom senso elementar como uma ameaça mais grave que a Al Qaeda. Entre apalpadelas e raios-x, comentários jocosos e piadas são recebidos não exatamente como hostilidade, mas com a incompreensão impaciente de quem não parece estar familizarizado com o conceito de 'humor'. Alias, o alto-falante repete a cada 2 minutos que piadas sobre a segurança podem levar a prisão do piadista. Suponho que representem uma ameaça clara e imediata à auto-estima dos funcionários. De qualquer forma, talvez seja prudente eu ficar calado.
Fora da área de segurança, a convivencia é mais natural. De fato, impressiona a disposição de americanos randômicos de entabular conversas amigáveis com completos estranhos. É algo que eles têm em comum com nos brasileiros, e que nos distingue ambos da maior parte dos europeus.
PS: Eu poderia saber que estou nos EUA só pelo gosto da Coca Cola. É o tal HFCS usado aqui como substituto (piorado) de açucar de verdade. Uma consequencia dos subsidios agricolas locais, capaz de induzir em mim arroubos agudos de neoliberalismo anti-protecionista.
UPDATE: No avião agora. A Continental me deu um upgrade, então tenho que escolher entre um omelete de cogumelos e cereal. Não tenho certeza, mas talvez esta seja a primeira refeição decente em um avião que terei nos EUA.
UPDATE2: Ué, até que foi bom este café da manhã aéreo. Comi o tal omelete de cogumelo, alguma coisa feita de batata e creme de espinafre bastante respeitável, presunto grelhado, mini-hamburguer, salada de fruta, iogurte e um bagel. Café e suco de laranja de verdade servidos em copos de verdade. Por mais que meus instintos demóticos protestem, não tenho muita vontade de regressar a hói poloi da classe econômica...
- |3run0 , 11/09/2011 0 pessoas sem mais o que fazer
-> coisas estranhas, comida, EUA, Houston, viagens
"Se você sentir um rato ou barata subindo na sua perna, não entre em pânico. Ele está ai devido aos restos de comida que você deixou cair no chão"
- |3run0 , 9/02/2011 1 pessoas sem mais o que fazer
Estou agora assistindo uma tourada portuguesa na televisão. Por mais carnivoro que eu seja, eu não gosto da ideia de torturar um animal até a morte como forma de entretenimento. Mas a tourada portuguesa parece ser um pouco diferente da espanhola. As roupas são menos espalhafatosas, e, evitando o crochê colante em cores berrantes dos espanhois, o toureiro luso se veste como um figurante manuelino em uma versão de ´O Conde de Monte-Cristo´. Ao entrar na arena, a cavalo e anunciado por um corneteiro, ele inicialmente declama algumas amabilidades para um rapariga vestida a carater cuja função exata me escapa, mas que parece ser mais que meramente decorativa. Ele então começa a picar o touro, ainda a cavalo, com bandeirolas coloridas dotadas de um espeto de metal na ponta. E, tenho que dizer, cavalo e cavaleiro são excepcionais. O cavalo anda de frente, de lado, de costas. Trota até o touro e sapateia em sua volta, até que este último, completamente confuso e com um número crecente de bandeirolas fincadas nas costas, parte em fútil perseguição. O toureiro controla as redeas com uma das mãos (a outra segura a bandeirola), enquanto vai produzindo ruidos um tanto guturais na garganta; não sei se para irritar o touro ou orientar o cavalo.
Depois que o touro foi suficientemente espetado, entrou na arena um grupo de homens com uniformes marrom-ocre. Inicialmente não entendi bem o que pretendiam. Eles se aproximavam do touro cuidadosamente, desarmados, mas rapidamente saltavam o alambrado se este demonstrava um pouco mais de entusiasmo. Aos poucos, manobraram o bovino até um extremo da arena, enquanto formavam uma fila indiana no lado diametralmente oposto. O primeiro homem da fila (e mais próximo do touro) sacou e vestiu então um gorro verde que deve ter ganhado em algum estágio na oficina do papai noel, e começou a gritar TOIROTOIRTOTOIROTOIRO. O toiro, vendo finalmente humanos sem instrumentos pontiagudos, capas ou meios de fuga equinos, resolve sem muita dificuldade brincar de boliche humano, e arremete na direção do grupo. O homem do gorro verde então salta *para cima do animal* e agarra os chifres , enquanto seus colegas se empilham a sua volta e um deles segura o rabo. O objetivo, parece, é imobilizar o touro usando somente a força humana e doses maciças de insensatez. Ao contrário dos toureiros, que são profissionais, estes grupos de agarra-bois são amadores. O primeiro que assisti precisou de quatro tentativas para imobilizar o bicho. A cada tentativa, o homem do gorro era jogado ao solo, e ia ficando mais estropiado e com a roupa mais amassada. Eventualmente, já sangrando profusmente, conseguiu de alguma forma se manter estatelado sobre a testa do touro por tempo suficiente para que seus colegas o imobilizassem. Por mais maluco que seja este passatempo, pelo menos o únicos que podem se machucar são aqueles que escolheram correr o risco, e não o pobre touro que não tem a menor ideia do que está acontecendo.
No final das contas, os touros foram picados, agarrados e imobilizados, mas não mortos (pelo menos não em frente às cameras; se viraram churrasco depois eu não posso dizer). Não sei se esta é uma peculiaridade de todas as touradas portuguesas, mas isto certamente tornou esta tourada que acabou mais facil de assistir que as açouguices dos espanhois.
PS: O último toureiro espetou duas bandeirolas simultneamente no touro, um com cada mão, enquanto controlava o cavalo com o joelhos. Impressionante.
- |3run0 , 8/05/2011 0 pessoas sem mais o que fazer
- |3run0 , 7/22/2011 0 pessoas sem mais o que fazer
Estou indo para a Itália amanhã. Hoje. Já que são quatro da manhã. O propósito da viagem é
i) Apresentar em um encontro em Florença um trabalho sobre como calcular a massa média de neurônios e glias no cérebros (e subestruturas) de diversas espécies de primatas e roedores, baseado no fato de que as células gliais apresentam uma simpática uniformidade, não importando muito onde ou em que bicho elas se situam.
ii) Fazer um passeio de bicicleta (dobrável!) por algumas cidades da Toscana; um tour de 4 dias subindo e decendo uns 60km de morro com míseras 7 marchas por dia, no estilo 'O que não te mata te deixa mais forte'
iii) Fazer um tour por Portugal e o oeste espanhol, de carro, com a minha família, que encontro em Lisboa no final do mes.
É uma viagem eclética, e deveras promissora. O único problema é que, no meu estado atual, acho que vou passar uma semana na Itália só dormindo. Explico...
O final deste semestre lembrou muito um engavetamento em alta velocidade: É muita coisa tentando acontecer em pouco tempo e pouco espaço; colisões imprevistas levam à acomodações que são tão desajeitadas quanto são desconfortaveis; e você só se da conta da gravidade da situação quando já está no meio dela. O numero de coisas que precisavam ser resolvidas antes da viagem parecia se resetar sempre que aproximava do zero. As provas e relatórios e notas de quatro turmas de Física Experimental... Três papers para terminar de redigir, um deles com um prazo... Um relatório para pedir renovação da minha bolsa... o Poster que vou apresntar... os preparativos da viagem.
O resultado é que faz quase uma semana em que durmo 2 - 3 horas por umas duas noites consecutivas, entro em colapso morphético no terçeiro, e recomeço o ciclo. Agora, a 8 horas da minha viagem, só falta fazer a mala, cortar o cabelo, entregar o relatório e terminar um paper. Facil. Ou então a parte do meu cortex pré-frontal responsável pelo bom senso já foi desligada.
Na minha situação atual, consigo trabalhar em condições quase normais; mas ocasionalmente eu sofro um piripaque e faço coisas estranhas. Como escrever este post. Ou escrever o epitáfio de um irritante mosquito que matei após várias picadas e palmas anti-aereas:
Warm blood flows in her proboscis, can't stop now. A wall of flesh approaches; infinitely slow, and yet inescapable. Blood heavy, she accepts fate. Savor one last bite; and in the brief moment before being crushed, think deeper and more sublime thoughts than ever conceived by a mammalian mind. Oh, the warm, salty tang of irony!Como bem disse o Catão, "E esse foi o tema do primeiro (e único) sarau de poesia Vogon da Galáxia. Trechos do evento ainda são utilizados ocasionalmente em presídios e guerras civis especialmente violentas". No facebook, foi capaz de unir israelenses e palestinos, dispostos a esquecer suas diferenças e unir forças para não ter que ouvir/ler mais coisas do tipo. O que obviamente me sugeriu escrever uma sequência... Pois palmas não são a única, ou a mais elegante, maneira de se matar um mosquito.
Oh Laser, photonic foe! Why do your bosons excite my leptons so?
- |3run0 , 7/12/2011 0 pessoas sem mais o que fazer