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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Casa, Belo Horizonte
Sobre a arte de encher linguiça


Cheguei vivo e bem ao Brasil, e estou agora em Belo Horizonte, matando saudades da minha família (mas principalmente do Gabriel!). Viajar cansa; mas cuidar de um moleque hiperativo de 2 anos cansa mais. Estive portanto sem muito tempo e/ou energia para postar decentemente nos últimos dias. Tenho um post semi-escrito sobre a volta do Chile, e outro sobre como é jantar com os Gell-Mann; mas acho que vão ficar para depois do Natal. Mas aproveito para postar aqui algumas fotos legais de Bariloche. Subi todas as fotos para o Flickr, para quem tiver interesse e paciência para conferir.

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O sol se pondo visto do Hotel Tuquenlen ilumina o topo da montanha. Existe um impressionante nome multisilábico em alemão para este fenômeno, para quem estiver disposto a procurar no google.

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+ montanhas.

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Um banco de neve que alimenta o lago glacial no refúgio Frey....

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...onde resolvemos dar um mergulho. Os dedos do pé doiam de frio

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Uma geleira no (acho) monte Tronador

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O vulcão Osorno (o nome quer dizer ´onde vive o diabo´) coberto de nuvens, no Chile

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Esta peculiar árvore cresce próximo à fronteira Argentina-Chile. Meus colegas ecólogos na CSSS contam que ela é uma relíquia paleozóica, e de fato não é difícil imaginar uns Ichtyostegas tomando sol por perto . Ela é, de qualquer maneira, muito estranha...

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...ainda mais quando vista de perto. Note como os ramos se penta-furcam simetricamente, perpendiculares ao caule. O padrão se repete fractalmente por mais uma ou duas escalas. Os ramos se afinam após cada pentafurcação, o que é consistente com a preservação da seção reta (o que deixaria o Jeffrey West muito feliz, creio)

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Aeropuerto de los Hermanitos del Sur, Buenos Aires, Argentina

Ontem percolei de volta de Port Montt, Chile, até Bariloche. Um passeio muito interessante, envolvendo cidades perdidas no interior chileno, comidas típicas, um elefante, vendedores de algas marinhas, carona com um caminhoneiro de Piracicaba, vulcoes inativos e a volta até Bariloche por uma paisagem de faroese. Nao tenho tempo de postar a historia toda agora, mas escreverei um post novo quando chegar no Brasil e dormir 18 horas.

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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Pousada da dona Maria, Port Montt, Chile
La garantia

Chegamos em Port Montt depois de 13 horas de barcos e onibus. Devo dizer que depois de algum tempo, o 4a lago glacial, 6o vulcao inativo e 15o bosque de coniferas começaom a perder o charme. Nos encontramos com os demais CSSSeiros que vieram de onibus (um mexicano, um americano, um colombiano e um argenttino, mais duas catalonas que eles agregaram pelo caminho). Na rodoviaria, existem algumas avozinhas simpaticas que oferecem quartos em casas de familia a um preço irrisório; o seu filho/marido/capanga até pega os hospedes na rodoviaria. No nosso caso, a nossa pousada tem internet (quand conseguimos enxotar o pentelho que fica no MSN o dia inteiro), é limpa, e apresenta uma relaçao bijetiva entre o numero de hospedes e o numero de camas. Obviamente, se uma pessoa randomica me oferecesse uma hospedagem em uma casa nao especificada, mediada por uma carona dada por algum fulano, eu chamaria a policia. Mas aparentemente as coisas sao mais relaxadas aqui em Port Montt... Amanha vou ver o mercado de frutos do mar, e pegar o onibus de volta a Bariloche as 10:00.

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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Hotel Natura, Peulla, Chile
Barreiras alfandegárias



Sai hoje bem de manhã de Bariloche, para fazer Cruce de los lagos até Port Montt no Chile. A ideia é atravessar os Andes de barco usando os lagos glaciares dos dois lados da fronteira, com ônibus ligando um lago ao outro. É um passeio que leva 12 horas ao todo, passando por algumas paisagens bastante espetaculares. Vim com a Yérali, uma venezuelana que também participou do CSSS (e certa vez hospedou o Richard Stallman em Caracas); em Port Montt vamos nos encontrar com outros CSSSeiros que fizeram a rota mais convencional, montanha acima, de ônibus (que tomaremos na volta, amanhã).

A fronteira entre Argentina e Chile por aqui corre exatamente onde as aguas se dividem no Andes. Do lado argentino, elas correm para o Atlântico. Do chileno, para o Pacífico. De ambos os lados, a região é protegida em parques nacionais. Após duas permutações de ônibus e barco, passamos embaixo do Tronador (a maior montanha da região, com uns 3000m de altura), e seguimos por uma trilha em uma rainforest de montanha (sei lá qual o nome disso, mas chove para caramba, e o mato cresce denso). A alfandega/migra é um prédio modesto, mas os chilenos são muito rigorosos a respeito do que deixam entrar no seu país. Spray de cabelo de potência industrial parece ser proibido, porque a diferença entre penteados por aqui e as armaduras capilares usados do lado que deságua no atlântico é radical. Infelizmente, alimentos também são proibidos... Os bastardos confiscaram um salame de cervo defumado que comprei em Bariloche. O chocolate passou, porém.

Paramos por algumas horas em uma cidadezinha chamada Peulla no meio da tal floresta, que tem 300 habitantes, 3^10^9 moscas, e algumas trilhas interessantes. Almoçamos frutos do mar no Natura, que muito civilizadamente tem wifi liberado. Vou tentar subir umas fotos, mas o ônibus que vai até o proximo lago vai chegar logo.

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