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quinta-feira, 26 de julho de 2007

Casa, Hogsmeade
Harry Potter and the Deathly Hallows

Acabo de ler o último Harry Potter. É de longe o mais sombrio dos livros, e o único que escapa da fórmula 'ano escolar em Hogwarts'. 'Deathly Hallows' chega algumas vezes quase a transcender as limitações do gênero, mas no final ainda é um livro de HP, com tudo que isto implica de bom e de ruim. Como nos outros livros, seu ponto mais forte são os personagens, por quem a Rowling consegue induzir uma empatia as vezes quase patológica. E o personagem mais interessante, como convém à um livro de mistério, é um morto: Albus Dumbledore vai se revelando muito mais complexo do que o Merlin cover sub-Gandalfiano dos primeiros livros; O Snape, por outro lado, não aparece muito por cerca de 600 páginas, mas justifica a ausencia com um capítulo (de revisão?) que é um dos pontos altos do livro.

O ponto mais fraco do DH, novamente de forma típica, são as tentativas deliberadas de construir uma mitologia, que são em geral forçadas e necessitam de blocos enormes de texto expositivo (e de muito magicbabble) para serem explicadas. A mitologia acidental e incidental, por outro lado, continua deliciosa. A trama consiste essencialmente de Harry, Ron e Hermione fugindo das forças Valdemortianas, enquanto procuram por MacGuffins diversos (e não, embora o terceiro filme tenha sido dirigido pelo Alfonso Cuarón, eles não pegam um carro e viajam ao longo da costa mexicana). O clímax é uma batalha final em e por Hogwarts, na qual a contagem de corpos e de páginas dedicadas à infodumps expositivos é considerável.

No todo, gostei bastante (com algumas ressalvas), embora seja ainda cedo para dizer se será o meu favorito entre os sete. É, porém, sem dúvida um fim apropriado para uma série em que personagens, leitores e autora cresceram juntos.

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quarta-feira, 24 de agosto de 2005

Auditorio do MASP, São Paulo

Coffee break...

Estou aqui desde domingo. Fui com o André (que está fazendo curso de piloto de helicoptero em uma cidade aqui perto e está, hospedado no Fernando Inn), e o supracitado em um japones muito bom. De manha tinha ido na feirinha de antigidades do MASP. Comprei alguns items semi-aleatorios: Um par de notas do afeganistao, duas caixinhas de fósforo dos anos 30, e um livro chamado 'Tradiciones Peruanas', de um certo Ricardo Palma. O Armando (um colega peruano que trabalha no CBPF) ficou muito animado com o livro, que aparentemente é um clássico. Li somente os 3 primeiros contos, mas estou gostando. O espanhol é dificil em algums pedaços (particularmente dialogos e descrições).

Segunda não fiz nada além de ir na conferencia. Esquentei as sobras do jantar de domingo (no quarto de hotel tem um fogão), e preparei minha apresentação. Ontem a mãe do Fernando convidou a mim e a Mariana* para comer alcachofras. Depois o Fernando projetou alguns filmes de super-8 na parede, com um projetor neolitico muito legal.

Hoje tem um 'Jantar de Gala' no restaurante 'A Mineira'. Vamos ver no que vai dar. Mais tarde vou dar um pulo na exposição de impressionistas aqui no MASP.
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*Que está aqui para um entrevista (na verdade uma dinâmica de grupo). Piadas usuais de físico se aplicam.

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