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sábado, 14 de fevereiro de 2009

Rodoviária, São Paulo Vida de Hobbit III

O Nova Física terminou hoje de tarde (de manhã, tivemos uma sessão com o inesquecivel nome de ´O setor escuro da gravitação´), e vim para São Paulo para uma femtovisita. Cheguei de tarde, fui na livraria Cultura, jantei kebab com o Fernando e sushi com o André e o Kosta. O jogo de Cthulhu ontem teve desfecho trágico: A Stella ficou insana e se juntou aos cultistas, e o Sandro e a Mariana tiveram que fugir da cidade, após tacarem fogo em um museu local cheio de preciosas antiguidades.

Saio de São Paulo sem ter incendiado qualquer museu ou item do patrimônio histórico digno de nota. Algo para se orgulhar!

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domingo, 17 de fevereiro de 2008

Ibirapuera, São Paulo
Misteriosa bola amarela no céu cega nerds

Hoje é o ultimo dia do Campus Party, e os participantes sobreviventes vagam pelo saguão com aquele olhar vazio e passo arrastado geralmente associado à insones ou zumbis. Me incluo no momento na primeira categoria, fiz parte por um breve momento ontem da segunda: O Fernando dirigiu um filme de zumbis, com direito à participação especial do Zé do Caixão e sangue de ketchup, e fiz apropriadamente o papel do morto-vivo que começa a infecção. Quando tiver o link para o produto final editado, posto aqui.

O dia de ontem transcorreu de forma muito semelhante ao anterior, e novamente vi muitas coisas interessantes e surpreendentes. A CP é notável por atrair gente muito competente, desde os overclockers da noite anterior aos entusiastas por simulação de voo que construíram uma engenhoca para acoplar o controle do ângulo de visão do avião aos movimentos de cabeça do usuário. Mas, pessoalmente, o que mais me impressionou foi uma palestra de um entusiasta de fotografia astronômica, um médico que entende muito mais do assunto do que qualquer astrônomo profissional que conheço (e cuja plateia incluía membros de um grupo amador que construiu um observatório automatizado na Serra da Piedade e já descobriu 13 supernovas*).

Ontem ocorreu ainda o primeiro protesto nerd do pais. Liderado por um robô e contando com a presença do nosso velho conhecido na fantasia de pinguim, o barulhento ato foi agregando participantes a medida em que passava. De longe a facção mais animada era a dos que defendiam a 'liberação do Counter Strike', um tema que talvez seja hermético demais para ser explicado para O Globo; mas o tema central era preservar a liberdade na e integridade da Internet (contra, em particular, projetos de lei fantásticamente estúpidos a respeito). O protesto terminou em uma rave improvisada, no qual a Raquel ficou assediando o Pinguim enquanto era por sua vez assediada por um careca mal-enjambrado.

Durante a noite resolvemos sair do Ibirapuera, para ver o alto teto abobadado azul escuro que as antigas lendas dizem existir fora da Campus Party. Fui com o Fernando e a Raquel comer uma espécie de PF japonês, em um restaurante de um balcão em buraco na parede de uma galeria fechada (sem Yakuzas jogando dominó desta vez, mas acho que só demos sorte). Em seguida fomos com um grupo maior para um bar na Vila Madalena. O começo da noite foi exclusivo para portadores dos cartões Gold e Platinnum da Funai; primeiro demoramos 40 minutos para arregimentar todos os convivas, depois nos ensardinhamos por um engarrafamento noturno, enquanto o Fernando dava um exemplo de civilidade urbana com sua direção estilo Mad Max. Finalmente, chegamos no bar, não encontramos quem havia nos convidado para ir lá, e esperamos mais meia hora para conseguir uma mesa. Depois a noite melhorou. Eu estava porém com muito sono (havia dormido muito bem, mas muito pouco, na minha barraca no dia anterior). Após tomar uma cápsula de guaraná em pó (cortesia da s1mone), porém, comecei a falar pelos cotovelos de forma absolutamente maníaca, indo da termodinâmica da neurogênese ao gnosticismo à fragilidade do sistema bancário na Asia. Aos poucos, passei a me comunicar em uma largura de banda mais normal, e voltei ao meu estado insone anterior. Como o prédio da Bienal só abriria as 5 da matina do dia seguinte, fomos matar o tempo restante em um café, e voltei para o Ibirapuera e para minha barraca já dormindo o sono dos justos.

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* Este tipo de observação é imporante para calcular a taxa de expansão do universo de forma independente de modelos. Falando sério, esse povo é muito foda.

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sábado, 16 de fevereiro de 2008

Ibirapuera, São Paulo
Nerdstock

A coisa mais complicada em relação à Campus Party é explicar para os desavisados do que se trata. Chamar o encontro de 'Nerdstock' tem o seu charme, mas não elucida muita coisa. Nerdice é um conceito muito amplo para ser abrangido em um só evente (cf. o encontro anterior que fui).

Restringindo um pouco os parâmetros do discurso (são 3 da matina; tenham dó!), faz sentido dizer que o CP congrega aquelas modalidades nérdicas que envolvem computadores de alguma forma. Metade do pavilhão é tomado por compridas mesas dotadas de conexão de internet e electricidade, onde os visitantes conectam seus computadores, e passam a maior parte do tempo. Pode parecer paradoxal a ideia de vir a um 'encontro' para enfiar a cara em uma tela de computador, mas o fato é que vários participantes interagem com seus vizinhos por meio de uma mistura de software (blogs, twitter, IM, Counter Strike, etc) e meatware (em geral, usando ondas sonoras semantizadas por modulação de pregas vocais, uma nova e revolucionária mídia conhecida como 'conversa''). Ocasionalmente, se levantam para visitar algumas das inúmeras atividades ocorrendo simultaneamente, tanto por seu interesse intrínseco quanto pelo seu potencial de gerar um post.

Não vou tentar resumir o evento (tem muita gente fazendo isso), mas enumero algumas das coisas que me chamaram a atenção

- Existe um senso de comunidade parecido com o que experimentei no Nova Física. Me sinto confortável aqui.

- Freebies! A presente congregação representa a demografia dos sonhos dos marqueteiros de qualquer empresa de tecnologia. Flickr, Google, MS, Terra e a Lan House da Mãe Joana vão competindo em nos encher de penduricalhos e brindes em geral. Considerando que levo tudo nas costas de volta ao Rio, pode ser um barato que sai caro.

- Algumas horas atrás um grupo bateu o recorde mundial de overclocking. O mais interessante era a plateia, que no espírito de um fla-flu comemorava cada megahertz como um gol aos 48 do segundo tempo.

- Uma peça de teatro meio, err, ruim, sobre Linux, onde Jon Maddog Hall faz uma participação especial como Deus ou algum tipo de profeta ('Praised be Linus of the house of the Penguin' ou algo assim; sério, provavelmente o melhor texto da peça). Depois de sofrer com inúmeras telas azuis da morte (mostradas em toda a sua glória em telões atrás do palco), e após um interlúdio onde desfilaramm no palco bonecos a lá Disney de um penguim, um javali (JAVA LIvre, sacou?) e uma diabinha bastante mais apresentável, nossos sofridos e histriônicos heróis instalaram Linux e salvaram o dia, ganhando dinheiro, mulheres e fama (sério!).

- Robôs, simuladores de vôo, campeonato de Street Fighter II, oficinas de Modding, o Marcos Pontes (o Astronauta Brasileiro!) sendo recebido como heroi, kung-fu virtual

Acho que dá para ver que estou adorando. Mas estou morrendo de saudades do meu filho também...

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terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Hotel Leão da Montanha, Campos do Jordão
Perdendo coisas

Estou em Campos do Jordão para o VII Workshop Nova Física no Espaço. É um dos meus encontros favoritos, com relativamente poucos participantes, onde sempre ocorrem discussões interessantes. O fato de que ocorre em um Hotel excelente situado em uma cidade agradável também ajuda.

Como de costume, viajar foi um tanto menos não-trivial do que deveria. No domingo (dia em que pegaria um ônibus para São Paulo, com conexão para CdJ), fui para a praia com a Naira (e a Jacqueline, minha amiga francesa que na visita anterior trouxera o envelope para Rosa Mara). Após a passagem de um bloco barulhento acompanhado por um Bin Laden saltitante, Langley enviou uma chuva diluvial. Na pressa de achar um taxi, esqueci minhas chaves na bolsa da Naira. De noite, peguei um taxi até a casa da Naira para recuperar minhas chaves (e aproveitar para bater um papo), e prontamente esqueci o celular no banco do táxi...

Após algumas tentativas, finalmente uma voz feminina atendeu o meu celular. Ela havia achado o porcaria no táxi, e resolveu leva-lo para casa por alguma razão. Me forneceu o endereço de seu prédio, e disse que o deixaria com o porteiro.

Peguei então outro táxi, temendo estar indo para uma boca de fumo e/ou sauna gay (onde obviamente eu chegaria momentos antes de uma batida da polícia). Felizmente, era um prédio residencial perfeitamente ordinário. O porteiro, inicialmente, me encarou como se eu efetivamente estivesse a procura de uma boca de fumo e/ou sauna gay, mas após alguma mímica entendeu que só queria o meu celular.

Com o dito cujo na mão, pulei de volta no táxi, que me levou até a rodoviária, onde peguei um semi-leito até São Paulo, onde cheguei 10 minutos depois da saída de um ônibus para CdJ. Com três horas para matar até a saída do próximo, fiquei vagando pelo Terminal Tietê, e fui notando um profusão de viajantes portando incongruentes combinações de apetrechos de acampamento (barracas, sacos de dormir) e acessórios nerd (mochilas para laptop, palms, etc.). Obviamente, estavam a caminho da Campus Party. São pessoas que, ao ouvirem 'estava postando no meu blog ontem e...', do não lhe olham com aquela mistura de horror, surpresa e curiosidade mórbida normalmente reservados para ETs, ornitorrincos púrpura e afins. Tais pessoas efetivamente respondem algo como 'Interessante. No meu blog eu...' (o mesmo pode ser dito, aqui no Nova Física, sobre comentários do tipo 'modelos inflacionários não resolvem o problema da época pré-planckiana'). Encontrei algumas pessoas legais, antes de embarcar, com minha mochila de laptop adornada com saco de dormir e esteira (vou para a CP na sexta.

O resto da viagem transcorreu sem mais percalços. O encontro está bastante interessante, mas ainda não fui na cidade porque a chuva não para. Minha apresentação foi hoje ('Do recent observations rule out an observable cosmic topology in the inflationary limit?'), e correu bem. Agora vou jantar.

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sábado, 29 de setembro de 2007

Ônibus, BH
Programa de milhas rodoviárias

Estou no ônibus para o aeroporto, de onde pego um voo para o Rio. Estou aproveitando um wi-fi aberto dando sopa na vizinhança; mas fico também muito feliz de este ser o último ônibus que vou pegar por um bom tempo. Mais ainda, acho que o estado de São Paulo devia criar um programa de milhagem rodoviária. De terça até ontem, fiz de ônibus Rio-Campinas-[várias cidades do interior paulista]-Lindoia-Aguas de Lindoia-[outras cidades do interior paulista]-São Paulo-BH. Acho que vale um trecho grátis Jundiaí-Piracicaba.

UPDATE: Fiz um mapa com as paradas. A ida em azul, e a volta em vermelho.

Rio - Aguas de Lindóia
Rio de Janeiro
Campinas
Jaguariuna
Pedreira
Amparo
Serra Negra
Lindóia
Aguas de Lindóia

Águas de Lindóia - Belo Horizonte
Águas de Lindóia
Lindoia
Serra Negra
Amparo
Morungaba
Itatiba
Jundiai
São Paulo
Belo Horizonte

(e hoje, BH->Confins->Galeão->casa)

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quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Rodoviaria, São Paulo
O roteiro das rodoviárias

Cheguei finalmente aqui em SP, em conexão para BH. Haviam me dito que a viagem de Águas de Lindoia até aqui demorava 2 horas. Suponho que demore, se o ónibus não fizer um tour pelo circuito das cidades ordinárias com nomes indígenas. Passei quatro horas me extasiando com a arquitetura das rodoviárias de cidades notáveis pela sua falta de característica notáveis, e dobrando o meu vocabulário em Tupí-Guaraní. Finalmente em Sampa as 10:30, tentei falar com o Fernando, com quem havia combinado de sair ´por volta das oito´. Argh... É o último congresso que vou em Águas de Lindoia. Vc perde um dia inteiro para ir para, e outro para voltar de, um nada no meio do nada.

No trecho final, entre Jundiaí e Sampa, até que rolou um papo legal com uma fonoaudióloga e uma pedagoga. Existem mais pessoas com quem valha a pena conviver do que físicos de partículas e campos radicados no interior de São Paulo.

Aqui na rodoviária, entabulei um papo com uma velha mendiga. Muito interessante a conversa, sobre uma faceta da vida urbana com a qual temos muito pouco contato. Me lembrou muito a segunda parte do ´Down and out in Paris and London´, do George Orwell, quando ele volta para Londres e passa a viver em Albergues com horas esdruxulas e comer cozidos de *.* em sopões municipais. Uma pessoa assim tem tão pouco controle sobre a própria vida que deve ser difícil distinguir realidade da paranóia. É difícil saber o quê exatamente aconteceu quando ela diz:

'É os bandidos meu fio. São os bandido. Eles vem de moto. Eu fui para
Jundiai, depois para Franco da Rocha, depois para Itatitiba e depois
Bragança e eles vem atrás'

Assim como nos tempos do Orwell, mendigos viajam bastante. Além das
cidades acima, a minha amiga já havia estado em BH e no Rio (um lugar,
segundo ela, muito mais seguro que São Paulo e com uma população mais amigável e solidária). Fundamental na sua avaliação de cada
município era a qualidade do(s) abrigo(s) e albergues. É meio
deprimente constatar que, apesar da proximidade física intrínseca à
vida urbana, eu e a minha amiga vivemos quase que em universos
paralelos.

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quarta-feira, 19 de abril de 2006

Casa, Rio de Janeiro

Estou de volta no Rio, por uns poucos dias. Existem poucas coisas mais chatas do que procurar um apartamento no Rio de Janeiro. Os alugueis são absurdos, a má vontade impera em todos os níveis e a documentação exigida é bizantina. O lado bom é que a minha vizinha (Claudinha, ou pelo menos esse é o nome da rede) ligou novamente o WiFi, e eu consigo pelo menos entrar na internet, mesmo que toscamente.

Por nenhum motivo em particular, eis duas fotos que tirei ano passado (com meu celular) do topo do edificio Martinelli, onde fui com o Fernando.



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quinta-feira, 13 de outubro de 2005

Casa do Fernando, São Paulo

Vim aqui para Sampa para conhecer o filho do Alexandre (irmão da Ceci), que acabou de nascer. Cheguei aqui ontem e tirei o Fernando da cama as 7 da matina. Fomos para FNAC olhar uns laptops, e depois fui para o hospital. Que fica no Morumbi, do outro lado da cidade... E era feriado...

Eu poderia pegar um onibus, mas não sabia qual, e se eu me perdesse seria dificil retornar a civilização. A melhor opção era ir de metrô. Simples, é só:

Pegar o metro em Triannon-Masp até Paraiso - baldear -
metrô Paraiso - Sé - baldear -
metrô Sé - Barra funda - baldear para o trem urbano-
trem Barra funda - Pres. Altino - baldear
trem Pres. Altino - Morumbi

Trivial.

Nunca tinha andado de trem aqui em SP, foi interessante extravasar o meu Paul Theroux suburbano. Passei pelas favelas mais fudidas que já vi na vida, uns barracos de papelão, compensado e lona que iriam abaixo com um chute ou um vento mais forte. Como estamos no Brasil, os barracos acabam de um lado da linha de trem, e o próspero e agradavel bairro do Morumbi começa do outro.

Talvez devido ao dia das crianças, várias delas faziam bagunça em graus variados nos vagões. Mas eram os vendedores ambulantes que corriam e gritavam pelos corredores

...Halls branco legitimo pastilha de gengibre para gripe e gominhas de cabelo para sua jujuba 5 por um real abre automaticamente o guarda chuva com blip blip bonequinhos musicais cuide de sua higiene com a escova de dente mata barata mata formiga...
A opereta do comercio ambulante só durou 2 ou 3 estações, depois voltei a ler meu livro e olhar a paisagem.

Cheguei no hospital, apesar de tudo, e fui visitar meu sobrinho, aka João. Ele é muito pequeno, muito vermelho, e não vem com manual de instruções. Não sei o que ele achou de 12 manés babando (figurativamente falando) em volta. Nada, suponho, já que ele ainda não consegue focar os olhos e tem como hobbies mamar e dormir. Mas nós gostamos dele. É difícil explicar porque BBs são tão interessantes, talvez porque esta seja uma fase onde praticamente dá para ver ele crescendo e se desenvolvendo. Em um dia ele aprende a pedir leite, com uma semana ele consegue focalizar os olhos, em dois meses ele dobra de peso. Eu imagino as sinapses se formando, as primeiras memorias quase instintivas sendo registradas. Cada pequena experiencia hoje vai ajudar a determinar quem ele vai ser para o resto da vida. E pensar que eu vou ter o meu logo...

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sábado, 27 de agosto de 2005

Casa, Rio de Janeiro

Voltei de SP hoje de manhã. Durante a noite, o onibus foi parado pela policia rodoviaria. Eles examinaram a bagagem de *todos* os passageiros (foram muito educados, mas deu tempo de ler os dois ultimos volumes de 1602, do Neil Gaiman*).

Ontem fui andar no centro de SP com o Fernando. Depois assistimos o Ghost in the Shell II. Quanto mais tempo passa mais gosto do filme. Não tem a exuberancia do primeiro, mas por outro lado o roteiro é melhor. Ele consegue o efeito raro de inicialmente parecer uma viagem na maionese para depois fazer sentido (o inverso é muito mais comum).

Fomos pegar a Mary (que ia dormir na pensão Mafra, junto com o André e um primo do fernando), e eles me levaram na rodoviaria. O André na verdade ainda não apareceu. Depois dos acontecimentos em Moeda eu não descarto hipotese alguma.

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* Gostei com ressalvas. Se fosse qualquer outro autor acharia tudo muito bom, mas o NG está aqui mais 'esperto' que verdadeiramente original. O final também é muito corrido, confuso e provavelmente um pouco incoerente.

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quarta-feira, 24 de agosto de 2005

Auditorio do MASP, São Paulo

Coffee break...

Estou aqui desde domingo. Fui com o André (que está fazendo curso de piloto de helicoptero em uma cidade aqui perto e está, hospedado no Fernando Inn), e o supracitado em um japones muito bom. De manha tinha ido na feirinha de antigidades do MASP. Comprei alguns items semi-aleatorios: Um par de notas do afeganistao, duas caixinhas de fósforo dos anos 30, e um livro chamado 'Tradiciones Peruanas', de um certo Ricardo Palma. O Armando (um colega peruano que trabalha no CBPF) ficou muito animado com o livro, que aparentemente é um clássico. Li somente os 3 primeiros contos, mas estou gostando. O espanhol é dificil em algums pedaços (particularmente dialogos e descrições).

Segunda não fiz nada além de ir na conferencia. Esquentei as sobras do jantar de domingo (no quarto de hotel tem um fogão), e preparei minha apresentação. Ontem a mãe do Fernando convidou a mim e a Mariana* para comer alcachofras. Depois o Fernando projetou alguns filmes de super-8 na parede, com um projetor neolitico muito legal.

Hoje tem um 'Jantar de Gala' no restaurante 'A Mineira'. Vamos ver no que vai dar. Mais tarde vou dar um pulo na exposição de impressionistas aqui no MASP.
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*Que está aqui para um entrevista (na verdade uma dinâmica de grupo). Piadas usuais de físico se aplicam.

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Auditorio do MASP, São Paulo

Estou neste momento na conferencia de comemoração dos trabalhos do Einsten de 1905. O evento é no MASP, e os organizadores instalaram WiFi no auditorio.

O cara (Zanelli) começou a falar sobre o 'Efeito Cheshire Relativistico'. O gato de Cheshire era aquele bicho estranho no Alice no Pais das Maravilhas, que desaparecia exceto pelo sorriso... Aparentemente o tal efeito se refere a algum tipo de materia que não curva o espaço-tempo (porque T_mu_nu é nulo). Bizarro, mas o cara fala bem, e parece um trabalho interessante. Depois eu posto mais.

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