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sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Mission Bay Inn, San Diego EUA
Invertebrando em San Diego

Estou de volta a San Diego para mais uma reunião da Society for Neuroscience, evento para o qual todo ano migram manadas de até 30.000 neurocientistas, tais como gnus na estação seca do Serengueti.

A minha migração foi mais precoce, pois também vim participar um dia antes do encontro do JB Johnston, um 'clube' dedicado à neurociência comparativa e evolutiva. Por razões que em retrospecto eram completamente idiotas, pousei em San Diego no mesmo dia do evento (ontem), vindo do Rio através de Houston.

Pedi para eles gritarem 'Welcome Bruno!'. E eles gritaram


 

Após 16 horas de viagem o meu esqueleto parecia estar se derretendo. Mas desdobrei a bike e fui pedalando. Um porta-aviões depois eu cheguei.



Aproveitei que ainda era horário de almoço e tirei um cochilo.



Fui acordado pelo Spocter, e tomei um número irrazoável de  cafés para me manter acordado até a minha apresentação, a última do dia. Falei sobre um projeto paralelo que modela como os sanguessugas detectam ondas na água e computam de onde elas vêm (presumivelmente geradas por algum animal de sangue quente e suculento). É um tópico extremamente aleatório até para os meus padrões, mas que começou com uma pergunta inocente que em um seminário à Cindy Harley, uma proeminente sanguessugóloga.

O seminário foi muito bom, e entre perguntas e conversas aprendi bastante sobre os cílios que cobrem a pele dos sanguessugas e que são o que efetivamente detecta o movimento da água (imagine um ouvido ao avesso...). Ao evento se seguiu o boca livre tradicional, após o qual fui finalmente pedalando até meu hotel, 12km de distancia. É um inn direcionado para (suponho) visitantes do Sea World (aqui perto). É honesto, tem piscina e café da manhã com waffles faça-você-mesmo. Dormi 14 horas, comi e pedalei até o centro de convenções onde ocorre o meu 2o evento da viagem.

O evento foi aberto com uma palestra sobre sono e cognição, pela extremamente afinada Gina Poe, e contou com um singalong sobre fixação de memórias no sono REM


When Acetylcholine's  high

And Norepi's low

And tose Serotonin neurons firing really slow

And the forebrain's activated by those PGO waves

These create the beat

For LTP or LTD (whoa)

Bidirectional plasticity

Reshaping networks storing memories away

To learn efficiently


O dia acabou com um talk sobre neurotransmissores ativados mecanicamente (I.e. toque) dado pelo Ardem Patapoutian, cara que ganhou o Nobel por sua descoberta.

No final da tarde o meu ritmo circadiano era praticamente um atrator estranho. Eu não havia comido desde o café da manhã, e já arriscava manifestar impulsos canibais. Fiz então uma modesta refeição

Antes



Depois



E voltei para o hotel, onde terminei o dia jogando alguns dos 600+ jogos antigos em um videogame de legalidade nebulosa que comprei em um feira de rua no Gaslamp District





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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Mount Vernon Convention Center, Washington DC
AC em DC

Luz e sombra
Estou em DC, mais uma vez para uma reunião da SfN. Já virei freguês; tenho restaurantes, livrarias e Smithsonians favoritos, e consigo pedalar pela cidade sem muita ajuda de mapas.

Não tive ou terei muito tempo livre desta vez. Mas na 6a, quando cheguei, eu tinha algumas horas antes do meu AirBnB estar disponível. Sob um céu sem nuvens e muito frio, fui pedalar pelo Mall. Visitei o (muito interessante e importante) Smithsonian de historia e cultura afro-americana, passei pelo memorial da guerra da Coreia, comprei uns livros e fui comendo um almoço intermitente em food trucks pelo caminho.

Na SfN propriamente dita, não há muito o que relatar. Apresentei meu poster no primeiro dia, meu simpósio no último (hoje), e passei mais tempo falando com colaboradores (atuais, futuros e em potencial) e pessoas interessantes em geral do que propriamente ouvindo palestras. Meus almoços eram em Chinatown, e transformava em jantares as várias bocas-livres em socials da SfN. Neste sentido, o baile presidencial foi particularmente nababesco; e o Meet the Editors da Science, além da boa comida, tinha um certo ar de gift shop de parque temático. Entre autores fazendo lobby por seus artigos e as filas no open bar, era possível coletar canetas da Science. Post-its da Science. Conectores USB da Science. Baralhos da Science. Protetores labiais da Science. Pastilha de menta da Science. Paninhos de limpar tela da Science. Não vi bonecos de pelúcia e orelhas de camundongo com o indefectível logotipo, mas acho que é só uma questão de tempo.


Pyonyang or bust
Psiu jovem... Você já experimentou... Tensores?

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