terça-feira, 30 de julho de 2013

Distrito de Sutherland, Escócia
Salve o Grande Duque!


Após um café da manhã antecipado, sai de Inverness em um ônibus para o norte (sempre para o norte), até John O'Groats, de onde uma balsa me levará até as ilhas Orcadas. Fomos contornando a costa nordeste da escócia, uma paisagem quase vazia de gente, com estreitas e rasgadas baias de origem glacial ('firths), colinas negras onduladas e pastagens de ovelhas cercadas por muros de pedra seca.

O distrito de Sutherland possui 13.000 habitantes e 150.000 ovelhas. A razão desta proporção se deve em grande parte ao potentado local, o 1o duque de Sutherland, um dos mais entusiásticos participantes das chamadas highland clearances, na qual inquilinos de pequenas fazendas nas terras altas escocesas foram expulsos para dar lugar àprodução de lã, mais lucrativa. O duque era um dos maiores proprietários rurais da Europa na época (o seu castelo, com 190 quartos, é habitado até hoje por seus decendentes), tão rico em terras quanto pobre em senso de ironia. Antes de morrer, este Kim Jong Il de kilt encomendou a construção de uma enorme estátua de si mesmo encimando um monte local, onde se lê a inscrição'Ao Duque de Sutherland, um senhorio liberal e justo, de seus agradecidos inquilinos'. É plausível supor que os inquilinos (e ex-inquilinos) não ficaram tão agradecidos quanto supunha o duque, dada a quantidade de planos descobertos ao longo dos anos para remover a estátua por meios extra-oficiais usando marretas e dinamite.

Ainda no tema das clearences: No distrito adjacente ao norte, Caithness, alguns dos camponeses expulsos foram assentados em um promotório ermo varrido por ventos de intensidade comparável a furacões. Em dias ruins, animais domésticos e crianças precisavam ser amarrados a cordas de segurança para não serem levados. Eventualmente toda a vila emigrou para a Nova Zelândia

PS: Estou postando fora de ordem porque não consegui ainda terminar os posts sobre a travessia do Great Glen

PS2: Alguns Fatos notáveis:

- Não há tomadas nas lojas Tesco
- 'Red Squirels', anuncia uma placa em Inverness, sob um enorme ponto de exclamação. Devem ser esquilos subversivos.
- Não me lembro de ter visto um único policial em toda a Escócia

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segunda-feira, 29 de julho de 2013

Bank House B&B, Fort Augustus, Escócia
Para o Norte!

Não existe um trecho plano nas highlands. Pelo menos não que eu tenha visto. O caminho ontem não tinha grandes morros, mas consistia de pequenos morrinhos concatenados. O macete é tomar um gás na decida em marcha alta (ao invés de simplesmente deixar a gravidade fazer o seu trabalho), e baixar a marcha uma a uma na subida a medida que a velocidade vai diminuindo, tentando manter o esforço aproximadamente constante ao longo de todo o ciclo. Assim ainda é mais cansativo que um terreno plano, mas pelo menos não é extenuante. Saindo de Fort William (onde cheguei de ônibus, vindo de Glasgow), fui subindo o Great Glen margeando o canal caledônio, até o primeiro dos grandes e compridos Lochs (Loch Lochy) do vale. O tal canal foi uma das maravilhas da engenharia vitoriana, e liga os vários lochs do Great Glen entre si e ao Atlântico e Mar do Norte por meio de uma série de eclusas (incluindo oito em rápida sucessão logo no inicio, apelidadas de escada de Netuno), de modo que, no futuro, posso refazer o meu trajeto de caiaque.

A estrada na metade inicial desta etapa era quase uma metáfora do meu trajeto como um todo, ficando progressivamente mais alta, mas rústica e mas setentrional. Comecei margeando uma auto-estrada, virei em uma estrada secundária, peguei uma vicinal de uma faixa com asfalto mambembe e, passando uma porteira, segui por uma  estrada de terra, transformada pela chuva em um semi-lamaçal.

Sempre com um Loch a minha direita e um morro a esquerda, fui pedalando sob a chuva fina. Os escoceses, para manter a própria sanidade, aprenderam a não se importar com um pouco de chuva, o 'pouco' sendo definido de forma um tanto elástica. Além disso, mesmo em dias teoricamente secos, sol e chuva podem se alternar de forma um tanto espasmódica. Assim, em situações que no Brasil são ocasião para sessões de filmes sob as cobertas e intermináveis jogos de buraco são aqui oportunidades para praticar atividades ao ar livre, que podem incluir caminhadas ecológicas sob guarda chuva ou futebol de galochas. Para uma fração mais hardcore dos locais, porém, nem galochas nem guarda-chuvas são necessários, e estes andam/correm/fazem compras a descoberto, considerando ficar molhado um estado tão ou mais natural do que permanecer seco. Inspirado por estes últimos, e incomodado mais pelo calor gerado pelo esforço físico (a lama suga os pneus como um tapete de ventosas) do que pela chuva fina, fui removendo um a um os vários apetrechos anti-dilúvio que fui intimado a trazer por amigos britânicos (sulistas) e abritizados a quem mencionei meus planos. Capa de chuva, casaco hidrofóbico, coberturas para pés, todos voltaram para o pannier para virar lastro. Deixei Loch Lochy e a estrada de terra para trás, e passei por Loch Oich já no asfalto, até finalmente avistar Loch Ness adiante. Cheguei em Fort Augustus molhado, mas não totalmente encharcado.

Fort Augustus é uma pequena e agradável vila na estremidade sudoeste de Loch Ness. Após check in e banho em um agradável Bed and Breakfast que ocupa uma agência bancária convertida, fiz um city tour completo em 10 minutos, e notei um restaurante um pouco mais aprumado chamado 'The Lovat'. Lord Lovat, me lembro bem, era um comandante dos comandos durante a 2a guerra mundial, e foi marchando, acompanhado de seu gaiteiro de foles, da praia de desembarque até a ponte Pegasus, estratégica*. Não precisei de mais referências. A comida era de fato excelente e, bem alimentado e seco, fui dormir pensando na subida de 400 metros que enfrentaria no dia seguinte.


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* O surpresos defensores desta última, sob pesado contra-ataque alemão, provavelmente se sentiram como extras em 'Braveheart 2 - a Missão' quando ouviram, e depois viram gaitero, Lord Lovat e concomitantes comandos se aproximando.

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domingo, 28 de julho de 2013

Casa do Schneider, Glasgow
Chovendo no molhado


O dia amanheceu em Glasgow cinza chumbo, com nuvens que podem ser cortadas a faca. A chuva, incerta mas persistente, não para de cair desde a madrugada. Se o Djavam estivesse aqui, ele iria querer ler um livro. E eu me preparo para pedalar 54 kilometros hoje a tarde.



Prestando homenagem ao Grande Lider
Cheguei na casa do Schneider ontem de noite (mas ainda com sol). Já há algum tempo é mais comum eu cozinhar quando vou visitar alguém do que o contrário, então fiquei feliz em somente apreciar a comida para variar. Hoje acordamos cedo para fazer um breve passeio a pé. A chuva não para; de fato, piora. Mas andamos até a universidade, aqui perto, o que se nota pelos nomes locais. A estação de metrô é a Kelvin Hall, homônima ao ginásio de esportes, próximas da rua Kelvin, a praça Kelvin, o museu Kelvin, o parque Kelvin, a ponte Kelvin, o prédio da física ('Kelvin Building'). A imponente estátua do dito cujo
completa a impressão de estarmos em uma Pyonyang temodinâmica com concomitante culto de personalidade; mas na verdade Kelvin é o nome do rio que passa aqui perto. Quando William Thomson foi nomeado Baronete, escolheu o título de 'Lord Kelvin'.


0 Kelvin
Daqui a pouco sairemos novamente para tomar o reforçado café da manhã local (bacon, ovos, black pudding, etc). Depois pego um ônibus até Fort William, onde começo a pedalar no começo da tarde, faça chuva ou faça sol.

Termino o dia em Fort Augustus, na extremidade sul de Loch Ness. Enquanto isso, continuo escrutinando os padrões nos mapas climáticos locais como um adivinho examinando folhas de chá.



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sábado, 27 de julho de 2013

Aeroporto de Heathrow, Londres
Plane food, plain tickets

Cheguei em Londres sem grandes problemas. O terminal (5) é uma espécie de galpão/hangar com paredes de vidro e estrutura de cilindros de aço articulados. Arquitetonicamente agradável, mas o interior é uma versão bem-cuidada de um terminal genérico: Lojas de eletrônicos, perfumes e congêneres; fileiras de assentos e raras tomadas disputadas a tapas. Porém, indo de encontro ao estereótipo, as opções de comida são bastante respeitáveis. Comi um pescoço de carneiro assada na panela* excelente, em um restaurante do indefectível Gordon Ramsay chamado 'Plane Food'. (ha!) Acreditem, a comida é melhor que o trocadilho.

A parte ciclística da viagem começa efetivamente amanhã a tarde, em Fort William. Estou portanto acompanhando ansiosamente os gráficos animados das nuvens de chuva na previsão de tempo pela BBC, como um general supervisionando exércitos em batalha. Estou preparado para a chuva e, sendo a Escócia a Escócia, alguma pluviosidade será inevitável; mesmo assim, no auge do verão local acho que não é demais pedir por um pouco de sol.


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* 'Braised', não sei se existe uma tradução exata, mas é uma combinação de cocção seca e molhada

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sexta-feira, 26 de julho de 2013

Aeroporto do Galeão, Rio de Janeiro
Preâmbulo Caledônio

Fui convidado para passar uns dias em Londres para uma colaboração científica. Antes disso, farei um breve preâmbulo caledônio com minha bicicleta dobrável. Após breve passagem por Glasgow, me dirijo a Fort William, na costa atlântica da Escócia, pais que vou atravessar de bicicleta até Inverness, no mar do norte, com parada em Fort Augustus. O caminho é o Great Glenn, uma falha geológica onde ficam os maiores lochs (o Ness é só o maior deles). Em Inverness ('A Capital das Highlands!') pego um ônibus até John O'Groats, literalmente na quina nordeste extrema da Grã Bretanha, e atravesso de ferry para as ilhas Orkney, onde a ausência de árvores e habitação contínua desde o mesolítico geraram a maior densidade de ruínas neolíticas da Europa. Passo rapidinho em Edimburgo, e pego o trem para Londres. 

Para variar, estou embarcando. Espero dar notícias em Heathrow.

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O plano...


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domingo, 9 de junho de 2013

Casa da Mari, Brasilia
Castamere não é no Planalto Central


É uma vergonha Casoyiana o tempo que fiquei sem postar aqui. Estou em Brasília, mas a ponto de embarcar de volta para o Rio. Vim para um casamento (não o meu; do Álvaro e da Ana), e para encontrar amigos(as) e suas respectivas proles que moram por aqui . Não foi, portanto, uma viagem muito turística. Começando do início: A cerimônia de matrimônio teve as três virtudes essenciais casamenteiras: foi bonita, sincera e sucinta. Adiciono ainda uma quarta: A ausência de 'Rains of Castamere' no repertório da orquestra, o que é sempre um bom sinal. A recepção subsequente foi também bastante agradável e bem nutrida, e incluiu algumas demonstrações de surpreendente desenvoltura na pista de dança.

Os dois dias seguintes consistiram principalmente daquele tipo de ocasião social informal que, embora muito agradável, não é de grande interessa para quem não lá estivesse, a não ser quando algo espetacularmente errado acontece (o que não foi o caso). Me limito, portanto, a algumas observações gerais sobre Brasília. 

Os habitantes locais conversam em um peculiar dialeto geográfico. Devido a numeração* dos vários blocos e superblocos do plano piloto, a localização de qualquer endereço (até o nível do apartamento em questão) é imediata e univocamente determinada, e a menção a algum lugar em um bloco x é sempre seguida de uma discussão impenetrável sobre a sua proximidade do bloco y e distância imensa do bloco z, o seu propósito funcional original, e por qual das inúmeras e indistinguíveis tesouras rodoviária o seu acesso se dá. Se o seu nome não é Dilma, andar como passageiro por aqui consiste em repetições e inversões sucessivas do seguinte procedimento: seguir por uma avenida de curvatura constante, passar por uma sucessão de tesouras idênticas, cruzar por uma ou duas ruas e balões indistinguíveis entre si, e ser apontado na direção de um dos isômeros de um prédio polimérico de arquitetura modernista genérica. 

Dito isso, a minha impressão da cidade desta vez foi muito mais positiva do que a que tive durante minha visita anterior. Para começar, as chuvas só pararam agora, então árvores e gramados ainda estão agradavelmente verdes, enquanto anteriormente eu havia encontrado uma cidade em aparente pleno processo de desertificação, com vegetação esturricada de aparência pós-apocaliptica e ar mais seco que sovaco de múmia. Além, passei a maior parte do meu tempo ou no Minhocão (o abominável prédio principal da UNB), ou vagando meio a esmo como turista. Desta vez estive acompanhado por vários locais e expatriados de longa data, então a experiência foi mais intimista. Andei pelas agradáveis alamedas internas de uma quadra com a Mari (com quem sou incapaz de parar de discutir física) e com a Lets e sua crescente família, e sai para tomar cerveja (ou, mais propriamente, para fazer companhia a quem o faz) com a quase totalidade do meu grupo de RPG de físicos, aqui transladado para o casamento.

Mas, por mais agradável que tenha sido esta última impressão, Brasília ainda me causa estranheza, e até um certo desconforto. O negócio de Brasília é o negócio do governo federal; e o artificialismo e a escala mais-que-humana de sua arquitetura** criam uma impressão quase religiosa de uma espécie de cidade sagrada da tecnocracia. É um sentimento um tanto opressivo, que lembra um pouco Chichen Itza, com seus monumentos imponentes alinhados cartesianamente em eixos monumentais, e onde, suponho, o El Castillo (a pirâmide principal) faz o papel do Congresso Nacional.***

Bem, volto agora para o Rio, cidade que ninguém pode acusar de ser planejada.

PS: Estou no avião, onde uma velhinha acaba de ser içada em uma inusitada cadeira porta-idoso. Após ser desatada e agradecer aos dois funcionários que a trouxeram, ele seguiu em processão triunfal pelo corredor, oferecendo bom-dias para os demais passageiros, que respondiam em coro. 

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* Que alias ficaria mais simples em hexadecimal
** E a concomitante ausência de pessoas nas ruas; paisagens aqui consistem de prédios e carros em frente a um horizonte perfeitamente plano.
*** Eu gostaria muito de ler o que arqueólogos do futuro irão escrever sobre o prédio do congresso nacional...

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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Casa do Paco, Cancun
Massa crítica

Como eu não tinha muita ideia do que esperar aqui em Cancun, a minha programação por aqui está tendo um significativo componente aleatório: Vou fazendo/vendo/experimentando o que me aparece pela frente e soa interessante, em geral no contexto da pedalada de 20km entre o hotel onde ocorre o evento (Gran Meliá e FALAN, respectivamente) e a casa do meu simpático host de couchsurfing. A primeira coisa realmente turística que fiz por aqui, além o passeio cênico, foi visitar as ruinas de uma cidade Maia (do período pós-clássico tardio, quase contemporâneo à chegada dos espanhois) em um lugar chamado El Rey, a alguns poucos quilômetros do Gran Melia. Não vou me alongar muito a respeito do sítio, pois pretendo falar sobre os Maias em maior detalhe em um post subsequente; digo somente que, embora situado na zona hoteleira, o lugar não parece atrair muitos turistas, mas está bombando entre as iguanas locais. Estas últimas lagarteeiam as dezenas nas pedras das ruinas, sem muito receio dos humanos ocasionais (juro que algumas parecem querer posar para fotografias...). É uma sensação interessante escalar os restos de um templo maia, sem nenhum outro humano a vista, e encontrar um iguana se esgueirando para dentro de uma vão entre as pedras que leva a sabe-se lá onde...

Antes de voltar para o congresso (que ocorre ao longo de todo o dia até as 21:00, mas com um buraco de 3-5 horas na programação durante a tarde, dependendo de quão interessante é a palestra após os posteres), resolvi dar uma paradinha na praia do Delfines, logo em frente. Parei para comer um quibe e bater um papo com a velhinas quituteiras locais (que se mostraram fascinadas pela minha bicicleta, e tentaram me ensinar algumas frases em maia), e desci para a praia, onde um mar impossivelmente azul me esperava para me fazer esquecer da neurociência, qual um Lethe caribenho (êta!).

Já deitado na canga e lendo um livro, ouvi uma comoção a alguns metros atrás de mim. Eram quatro gordinhos mascarados anunciando os mérito de sua federação de luta livre. Ou pelo menos um deles anunciava, enquanto os demais grunhiam em concordância. Quando perguntados sobre o que gostariam de dizer ao Brasil (me desculpem, mas não consegui pensar em algo mais inteligente para perguntar; me solidarizo neste momento com os reporteres do tapete vermelho do Oscar...), responderam algo do tipo 'peitos, bundas e caipirinha!'. Uma resposta que carece de comentários; mas acrecento que, se algum dia assistir uma suas lutas, torcerei pelo o que usa uma camiseta do Homer Simpson.


Apesar de todo o esforço da natureza, Cancun não é uma cidade particularmente charmosa. O centro da cidade quase poderia ser confundido com uma cidade do interior de São Paulo. A zona hoteleira, situada no entorno de uma lagoa de água salobra separada do mar por uma barra arenosa, lembra em alguns trechos a filha bastarda da Barra da Tijuca com Las begas. É bem cuidada, mas sofre pelo excesso de generalidade. Mas, como a foto ao lado atesta, não falta aos restaurantes temáticos locais o empenho de fazer os visitantes se sentirem bem vindos...

Ontem, ao retornar do encontro, eu tinha planos de ir direto para casa e descansar um pouco. Parei primeiro em um restaurante um tanto turístico, onde apesar das minhas suspeitas, comi muito bem, notadamente um prato maia ('Reyeno Negro') onde peru, almôndegas de porco e um ovo cozidos são acompanhados por um complexo molho negro feito a base de pimentões doces tostados. Na ausência de muitos outros clientes, acabei entabulando conversa em portunhol com meu garçon, o Ubaldo, cujo avô brasileiro (de Copacabana!) havia fugido para o México por razões políticas e acabou abrindo uma padaria em Veracruz.

De qualquer forma, uma hora depois e um pouco mais redondo, continuei pedalando até o final do Boulevard Kukulcan, onde me deparei com um grupo de ciclistas portando vestes reflexivas, megafones e bicicletas de todos os tipos e condições, e acompanhados de um equipe de filmagem.

Era o grupo local do Massa Crítica, a ponto de iniciar uma pedalada noturna. Me agreguei ao pelotão, e eles não poderiam ter me feito sentir mais bem vindo. O meu portunhol se mostrou surpreendentemente efetivo, e acabei a noite em um segundo jantar em um copo sujo local (muito mais em conta!) com alguns deles. Se tudo der certo, amanhã volto a pedalar com eles...

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