Casa, Rio de Janeiro
Cientista maluco ou engenheiro maluco?
(Encontrado aqui, ht: Sandro)
Viajando na maionese
Continuo sem postar regularmente quando não estou viajando... Em Junho/Julho devo ir para Washington e de lá para Amsterdam, então quem sabe a blogagem não pega no tranco?
No mes passado fiquei sabendo meio que por acidente que iria acontecer uma seleção para professor substituto no instituto de física da UFRJ. Fiquei sabendo em uma quinta, entreguei os documentos na data-limite, na sexta, fiz a prova na quarta e fui aprovado na quinta. Tudo rápido demais para pensar muito sobre o assunto.
A questão era: Eu poderia acumular minha bolsa de posdoc e o salario de prof. substituto? Mandei emails e telefonemas vários para a faperj, sem resposta. Mas como a necessidade de professores era para ontem, e eu já estava no clima de pular primeiro e olhar se a piscina estava cheia depois, começei quase imediatamente a dar aulas de 'Introdução à Física A/B'. Duas turmas, 4 horas semanais cada. O curso já estava bem estruturado, e se destina a, ao mesmo tempo, nivelar os alunos (do primeiro semestre) com deficiencias na formação, e motivar o interesse daqueles que já sabiam mais um pouco em tópicos mais avançados.
No final das contas, mesmo no límbo empregatício, acabei me divertindo dando as aulas. Os alunos são simpáticos, e aparentam interesse. A minha estrategia tem sido, em geral, em abordar a fisica de forma bem leve e construtiva (e, necessariamente, sem cálculo), mas ao mesmo tempo mostrar que os conceitos que discutimos na aula está relacionado a ideias bastante profundas e (espero) interessantes.
Assim, ao mesmo tempo em que revia as leis de Kepler, eu indicava que a 2a lei (areas iguais em tempos iguais) era uma consequencia bastante geral da simetria por rotações em torno do Sol do modelo Kepleriano. De fato, isto implica, pelo teorema de Noether, que existe uma quantidade conservada, o momento angular, que é exatamente proporcional à derivada temporal da area percorrida. Em termos de simetrias, a gravitação de Newton extende o modelo de Kepler ao incluir o movimento do Sol (que deixa de existir por fiat em um ponto previlegiado do espaço, no foco de todas aquelas elipses, e se torna um corpo massivo como qualquer outro, sujeito a forças reciprocas gravitacionais); a física do sistema todo se torna então invariante por translações, o que implica que o momento linear também é conservado. Eu mencionei tudo isto, em diferentes níveis de detalhe, de uma forma que espero não tenha sido muito assustadora. A ideia era não só indicar o progresso conceitual entre um modelo e outro, e a ideia transformadora de uma força realmente universal, mas também mostrar para os alunos que o conceito de simetria é particularmente poderoso na ciência.
Outro exemplo: Ao falar de ótica geométrica, o curso é estruturado de forma que os alunos deduzam as leis da ótica geométrica a partir de uma série de experimentos. Eu aproveitei a deixa par mostrar como estas leis podem ser obtidas a partir de um principio de mínimo (no caso, de minimo tempo de propagação); usei para isso o exemplo do salva vidas, que precisa salvar um afogado, e precisa escolher o caminho mais rápido até o pobre coitado levando em conta as diferentes velocidades com que corre na areia e nada no mar; ou o bombeiro, que precisa correr até o mar, encher um balde e apagar um incendio. As trajetórias mas rápidas de ambos correspondem exatamente aos casos de refração e reflexão de raios luminosos.
De qualquer forma, estou gostando da experiencia. E semana passada, a Faperj finalmente deu sinal de vida (após eu ter achado o email de um dos vice-presidentes), dizendo que não havia problemas em acumular as duas atividades. O que significa que eu vou até ser pago por isso...
Fora isso, algums comentários randômicos:
Estou virando um entusiasta do iogurte artesanal. Que é um nome bastante pomposo para algo que faço em 40 segundos e deixo na agua morna durante a noite. Normalmente, é preciso ferver o leite e a recipiente, esperar que voltem à temperatura ambiente, para então adicionar os lactobacilos (obtidos convenientemente no iogurte da vespera, ou (no primeiro dia), de um copinho de iogurte natural). Mas raciocinei que tanto a pasteurização do leite quanto a esterilização do recipiente já ocorrem nas caixas de leite longa vida. Então, simplesmente abro um litro, bebo meio copo, adiciono uma colher do iogurte da véspera, fecho, chacoalho, e mergulho em uma panela com agua morna. Sério, fazer um copo de nescau dá mais trabalho.
É possivel ainda engrossar o iogurte resultante com um filtro de café. Depois de umas 12 horas sobre o filtro, obtenho um iogurte pastoso, que pode ser comido com azeite, pão, azeitonas, e Za'atar (uma mistura libanesa de sumac, tomilho e sementes de gergelim torrado).
Ultima observação: Estive em BH mês passado. Desde que comecei a cozinhar macarrão a sério, perdi o entusiasmo por restaurantes de massa. Em geral, a minha impressão é que eu poderia fazer melhor em casa pagando menos. Mas desta vez fui com os meus pais em um tal de Via Destra, e a experiência foi outra. Voltando do banheiro, por acaso dei uma espichada de pescoço em direção à cozinha. O chef, notando meu interesse e demonstrando uma certa sintonia com a Força, imediatamente me convidou para entrar. "Você gosta de cozinhar?" - me perguntou, assim que ajustei uma touca, convenientemente disponível, na minha cabeça. Acabei acompanhando todo o processo de elaboração dos nossos pratos. É algo bastante não trivial sequenciar todos os procedimentos para que todos os pratos de uma mesa fiquem prontos ao mesmo tempo; e há um balanço entre as preparações que precisam ser feitas antes do restaurante abrir e a elaboração de cada prato após o pedido. Algo ab initio em excesso demoraria muito, mas antecipar demais a preparação transforma a comida em uma mediocridade pré-fabricada.
Fui uma experiência instrutiva, em particular porque a comida estava excelente, como há muito eu não comia em um restaurante italiano.
Bem, vou dormir, porque dou aula daqui a 5 horas e meia (argh...). De qualquer forma, ontem (quando comecei a escreve o post) foi o aniversário do final da IIa guerra na Europa. Feliz Dia VE, e feliz dia das mães, para todos os não-nazistas do mundo no primeiro caso, e para todas as mães (idealmente, não-nazistas também) no segundo.
Enquanto continuo enrolando para escrever algo mais substancioso sobre as eleições no Iraque, me lembrei de uma série de fotos que tirei na Europa ano passado de algumas logomarcas, palavras de ordem, lemas e correlatos, que por alguma razão eram incongruentes ou simplesmente interessantes; ou que, digamos, tivessem pseudo-traduções um tanto embaraçosas em português.
- |3run0 , 4/07/2010 2 pessoas sem mais o que fazer
-> Amsterdam, coisas estranhas, frança, Holanda, humor, Mont Saint-Michel, Paris
O embaixador Akbar Zib é um membro destacado do corpo diplomático paquistanes. Mas apesar do rígido protocolo que rege as relações entre paises, a sua nomeação para embaixador em Riad foi rejeitada quase imediatamente pela Arábia Saudita. Os Emirados Arabes Unidos e Bahrain tampouco estão interessados em acolhe-lo.
O problema, aparentemente, é que em árabe Akbar signica 'grande', ou 'o maior'; e Zib é gíria corrente para o orgão reprodutor masculino. Os Sauditas provavelmente não querem ligar a Al Jazeera e ouvir que 'Akbar Zib do Paquistão se ergueu em respeito quando o Rei Abdulah entrou no recinto', ou que 'fontes sauditas se dizem satisfeitas com a enérgica atuação de Akbar Zib do Paquistão'.
Só podemos imaginar qual foi a reação dos Sauditas quando tomaram ciência do nome do embaixador. Mas talvez não tenha sido muito diferente da reação dos romanos.
Mudando um pouco de assunto, e falando em italianos, a 25 anos foi preso no Brasil um importante mafioso.
- |3run0 , 2/05/2010 5 pessoas sem mais o que fazer
Esta é a época dos trenós voadores, shoppings apocalípticos e comilança desvairada. Me mantendo fiel a esta última tradição, na semana passada fizemos um almoço de Natal/Chanuka/Solstício de Verão/Muharam na casa da Suzana. Fiquei responsável pela parte salgada. Eis as receitas. Reduzi as proporções para umas 6 porções bem nutridas por prato, mas como faço muita coisa no olhômetro, não garanto muita precisão.
Foram duas entradas e três pratos principais. Infelizmente não tenho fotos, mas se alguem tiver alguma e me mandar eu posto aqui.
Tomates recheados com cogumelos e alho poró
Ingredientes:
6 tomates grandes, ainda firmes mas não verdes
150 g de cogumelos de Paris frescos, sem os talos e cortado em fatias finas
150 g de Chitaque fresco, sem os talos, etc.
1 talo (uns 30 cm) de alho poró, cortado em rodelas finas
50 g de bacon picado em cubinhos
Molho de soja
Azeite balsâmico
1 colher de chá de Açucar mascavo
_______________________
Despele os tomates. Eu faço isso mergulhando-os em uma panela de agua fervente rapidamente, e depois transferido-os para uma vasilha com agua fria. A pele sai facilmente.
Faça um corte em forma de cone no topo dos tomates. Corte a base da tampa. Remova o interior do tomate (sementes e a maior parte da polpa) com uma colher.
Em um wok ou frigideira grande sobre fogo alto, coloque 1 colher de manteiga e um filete de azeite. Deixe derreter, e adicione o bacon. Frite por 2 minutos, e adicione o cogumelo. Mexa vigorosamente até os cogumelos ficarem macios (uns 2 minutos) adicione o alho-poró e continue agitando maniacamente por mais 1 min. Desligue o fogo e adicione mais uma colher de manteiga para ficar cremoso. Misture, e recheie os tomates com o resultado. Salpique com cebolinha e pimenta fresca picados. Leve os tomates ao forno pré aquecido, por uns 10-15 minutos.
Enquanto isso, misture o azeite balsâmico, shoyo, açucar e cebolinhas bem picadas em fogo baixo, e deixe reduzir até adquirir a consistencia de calda rala. Retire os tomates do forno e, com uma colher, passe alguns filetes da calda ainda quente sobre os tomates.
M´sakhana (um prato iraquiano com grafia incerta)
Ingredientes:
1 Peito de frango com osso
300 g de cebola roxa
5 dentes de alho
Pão sírio (quanto maior e mais fino melhor)
Sumac (a gosto, mas em doses generosas)
Pimenta do reino
Tomilho
Azeite
_______________________
Cozinhe o peito de frango com duas colheradas de sumac, alguns ramos de tomilho, sal e pimenta do reino, em um saco/ziplock imerso em agua fervente por uns 40 minutos(se tiver tempo, faça isso em agua não-fervente (uns 80 graus) por 2 horas. Retire do saco, reserve os sucos emanados da carne, e desfie o frango
Pique metade das cebolas em cubinhos, e a outra metade em rodelas finas. Refogue a fração cubada, com alho e um raminho de tomilho. Adicione o frango desfiado e mais azeite, deixe ganhar uma cor, e adicione as cebolas em rodelas, sumac, sal e pimenta a gosto. Cozinhe até a cebola começar a amolecer.
Enrole o resultado no pão, regue generosamente com azeite, adicione pimenta e coloque uns ramos de tomilho em cima de tudo. Asse em um forno bem quente (uns 240 graus) até o pão começar a tostar.
Costela de boi cozida no vinho
Ingredientes:
650 g de costela com osso
500 ml de vinho tinto
1 lata de tomates italianos despelados
Suco de um limão ou lima
Talos de cogumelo, aipo e cenoura cortados grosseiramente
Tomilho, alecrim e louro
_______________________
Esta receita reaproveita os restos eventuais de outras em um cozido, e ainda produz ossos de costela para fazer um caldo de carne (reserve as aparas da carne e alguns vegetais para o caldo, se for o caso).
Refogue a carne e os vegetais em um pouco de azeite. Adicione o vinho, um pouco de agua, sal, ervas e e pimenta. Cozinhe na panela de pressão até a carne começar a desmanchar. Destampe a panela, adicione os tomates, e cozinhe mais um pouco até o molho ficar bastante reduzido e espesso.
Se tiver tempo, refrigere o molho e retire a gordura que vai se solidificar no topo do recipiente. O mesmo vale para o caldo.
Exprema o limão/lima logo antes de servir, e cozinhe por uns 3-4 minutos.
Cuscus marroquino com legumes e cogumelo
Ingredientes:
400 g de cuscus
400 ml de caldo de carne (vide receita anterior)
1 cebola pequena
Vegetais bem picados
70 g de manteiga
_______________________
Refogue bem a cebola. Refogue os demais vegetais até começarem a amolecer (respeite o tempo de cozimento de cada um; cenouras demoram mais que aipos que demoram mais que cogumelos). Adicione o cuscus em fogo médio, deixe ele absorver os sucos dos vegetais (1 ou 2 minutos), e adicione o caldo quente. Deixe o cuscus absorver o caldo, abaixe o fogo e adicione a manteiga, mexendo suavemente com uma colher de fundo chato. Separe os grão com um garfo e sirva.
Medalhões de filé com crosta de alho, salsinha e farinha de rosca (´Persillade´)
Ingredientes:
6 medalhões de filé, com um pouco de sal
18 dentes de alho, picados
1 maço de salsinha muito bem picada
100 g farinha de rosca
1 clara de ovo
Manteiga
Mostarda de Dijon
_______________________
Refogue o alho na manteiga até começara a dourar, adicione a farinha e a salsinha, e misture até a farinha absorver toda a manteiga e mudar de cor. Bata a clara em neve e incorpore à farofa. Passe rapidamente os filés em uma chapa ou frigideira, e cubra um dos lados com uma camada fina de mostarda, e uma camada grossa da farofa. Asse em um forno com o dourador no máximo, ou em um forno normal a 240 graus, por uns 5-10 minutos, ou até a crosta ficar crocante. Sirva com um molho feito adicionando vinho à frigideira usada para passar os medalhões, reduzindo o caldo resultante com pimenta sal e ervas, e incorporando um pedaço de manteiga (fria) já na molheira.
- |3run0 , 12/28/2009 8 pessoas sem mais o que fazer
-> comida
Foi só voltar de viagem que o meu ritmo de postagem no blog voltou a níveis vergonhosos. Estamos em Cabo Frio para passar o fim de semana com os pais da Ceci, e aproveito a madrugada para postar sobre o meu último dia nos EUA, a mais de um mês atrás.
A Continental Airlines tem o seu centro de operações em Houston, então quase todos os seus vôos internacionais passam ou terminam por lá. Na ida, como já descrevi, fiquei algumas horas fazendo turismo involuntário pelos terminais do aeroporto 'intercontinental' (uma descrição que também seria apropriada a um aeroclube em Istambul; mas divago), a procura de um lugar em um vôo para Chicago, após ter estupidamente perdido a minha conexão original. Na volta, cheguei em Houston sem contratempos para uma parada de 6 horas até o horário do vôo para o Rio. Originalmente, eu pretendia apreveitar para conhecer o centro espacial (para onde os astronautas anunciaram que tinham 'um problema'); mas tanto o centro quanto o aeroporto ficam longe da cidade, em direções diametralmente opostas, e não havia qualquer tipo de transporte direto. Transporte público, alias, é algo por cuja falta a cidade é notória (pelo menos entre meus amigos em Chicago). O plano B era uma breve caminhada pelo centro da cidade, a procura de algo interessante para ver ou fazer. Mas para isso eu precisava chegar lá.
As moças na central de informações não foram muito encorajadoras. Eu poderia pegar um onibus expresso, por US$ 15 pela ida e outros tantos pela volta, ou um taxi. Sei que os americanos gostam de carros, e texanos, pelo menos por reputação, gostam mais ainda. Mas me pareceu improvável que as faxineiras, carregadores e demais funcionários na base da cadeia alimentar profissional dirigissem todos os dias em comboio para o trabalho. Fui me informar então (sem intenções irônicas) com o cara que organizava o embarque de passageiros no tal ônibus expresso. Claro que há transporte público! - me disse ele - Atravesse a rua (na saída do terminal C), se junte ao grupo de senhoras hispânicas tagalerantes, e pegue o 102 até o centro. Demora um pouco mais, mas só custa US$ 1.25.
O onibus de fato vai percolando preguiçosamente pelos subúrbios da cidade (eu era aparentemente o único passageiro de algum vôo no onibus), até finalmente resolver encarar a tarefa de chegar ao centro com seriedade, e pegar a avenida multipistas. Passamos por shoppings que consistiam em arquipelagos de lojas e restaurantes em meio a um mar de estacionamentos e ruas de acesso; lugares onde o próprio conceito de pedestre parecia um tanto incongruente. As habitações variavam entre condomínios arborizados, agradáveis mas um tanto artificiais, e conjuntos habitacionais desagradáveis e artificiais.Houston é uma cidade plana, feita para carros, com um centro um tanto abrupto de arranha céus e ruas cartesianas. Onde nada abre aos domingos. Fiquei andando meio a esmo pelas ruas quase desertas, a procura do que fazer. Após uma hora, comecei a tomar conciência de que ouvia uma música meio latina, vinda sabia-se lá de onde. Seguindo meu ouvido, trombei com um animado festival de cultura cubana e porto-riquenha. Acabei almoçando um reforçado PF portoriquenho, delicioso. A música era ao vivo, cubana, e bastante agradável. Passei algum tempo olhando os carros esporte em exibição, apreciando a música deitado na grama, e ouvindo um senhor cubano contar como ele passou dois dias a deriva no mar (juntamente com mais 40 outras pessoas) até conseguirem consertar, de forma McGuyveriana, o motor do barco, e chegarem até a Florida.
Voltei para o aeroporto no velho e bom 102 (tem um ponto na esquina de Travis com Jefferson). Cheguei ao aeroporto com uma antecedência decente, não me atrasei ou tive quaisquer contratempos, e embarquei de volta para o Brasil.
- |3run0 , 11/30/2009 2 pessoas sem mais o que fazer
Ultima noite em Chicago. Para quem não sabe, estou me hospedando na base do couchsurfing, o que significa que fico na casa de completos estranhos que conheço através da internet (a principal função do site é válidar hospedes e hospedantes, e garantir que nem uns nem outros sejam maniacos de machadinha ou flatulentos crônicos). É uma maneira excelente de poupar dinheiro, e conhecer uma cidade nova de forma menos anônima. O processo exige porém uma dose considerável de flexibilidade, e tem os seus lances ocasionais de melodrama. Na minha primeira parada, as duas flatmates passaram em poucos dias do convívio amigável para o estranhamento mútuo para a hostilidade aberta. No momento, elas não se cumprimentam (o terceiro flatmante acaba virando dano colateral na guerra doméstica). As razões da briga são, como eu já disse, um tanto bizantinas, e envolviam a nossa (minha e da Aline) hospedagem, mas não implicavam na rejeiçao, por qualquer uma das partes, da nossa presença lá. Mesmo assim, com clima pesado e o fato de que nenhuma ação ou inação da minha parte seria considerada neutra em um clima tão polarizado (neste aspecto guerras domésticas são iguais a guerra civis), acabei me mudando; inicialmente para a casa que um estudante de cinema divide com seis de seus amigos mais próximos, e em seguida para o apartamento de uma neurocientísta que só chegou hoje de uma viagem de trabalho.- |3run0 , 10/25/2009 5 pessoas sem mais o que fazer
Está fazendo muito calor aqui em Chicago: 20 C. Deve ser o aquecimento global...
O encontro da SfN acaba de terminar. Cinco dias de pés e cabeça doendo, mas que valem a pena. Não postei muito nestes últimos dias porque sinceramente não havia muito sobe o que postar. O meu poster fez algum sucesso; a conferencia este ano está melhor do que no ano passado; eu estou me sentindo menos atordoado pela escala do evento desta vez.
Ontem durante o almoço fui com a Suzana e a Theresa almoçar dim sum em Chinatown, aqui perto. Dim sum é um tipo de refeição estilo brunch onde pequenas porções de iguarias chinesas a sua escolha são levadas continuamente para sua mesa, e consumidas acompanhadas de vastas quantidades de chá. Gostei tanto que voltei lá hoje.
Hoje vou ver se consigo visitar algum museu antes do horario de fechar, mas meus pés doem. Também é possível que eu tenha que me mudar, porque duas das minhas hosts estão se atracando em uma longa e bizantina briga a respeito de quando, se e de que maneira a nossa presença lá deveria ou não ter sido melhor coordenada. É na verdade uma discussão complicada demais para descrever aqui (prefiro me ater a temas mais simples e de resolução mais fácil, tais como conflitos no Oriente Médio, neurociência e topologia). De qualquer maneira, devo ir para a casa de um estudande de cinema especializado em documentários.
Para terminar, alguns prédio interessantes. O primeiro é uma cadeia, situada de forma bastante inusitada no centro comercial da cidade. Felizmente ninguem achou que minhas fotos faziam parte de algum plano de fuga.
- |3run0 , 10/21/2009 0 pessoas sem mais o que fazer