quinta-feira, 13 de abril de 2006

Casa, BH

Vendo a morte chegar...


Eu tirei estas fotos na estrada para o Rio. Um caminhão na nossa pista, de frente para o nosso carro. Demonstrando frieza sobre-humana, tirei outra foto.










Note que não há motorista. Vamos todos morrer, etc. e tal.












And now, for something completely different, se nossa estrada nos levasse ao Afeganistão rural, precisariamos pedir informações. Infelizmente, a resposta poderia ser esta















Na dúvida, leve um mapa













PS: O caminhão acima estava sendo rebocado. A burkhette é grossa mesmo, e o que quer que você faça, evite aquela parte do mapa que parece um garfo de carne.

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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006

Casa, Belo Horizonte

Caso real:
Estavamos eu e a Ceci assistindo CNN ontem. A apresentadora falava do colapso de um prédio em Moscou, enquanto o crawl relatava as mortes por violência sectaria no Iraque...
A Cecilia de repente exclama:
"Isso é Horrivel!!"
(e eu tentando descobrir a qual das tragedias ela se referia)
E aí Ceci completa: "Como eles deixam essa mulher usar um colar desses para apresentar o jornal!!"

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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

1 semana com o Gabriel


Vista de dentro, a sala de parto era um lugar bastante mundano. Os médicos discutiam banalidades enquanto casualmente abriam as seis camadas entre a pele e o útero da Ceci. Acho que de fora qualquer procedimento cirurgico adquire uma aura meio mística, com sacerdotes aparamentados de mascaras e luvas fazendo macumbas várias ao lidar com vidas humanas. Mas lá dentro a coisa é muito mais casual. De perto, cirurgia (assim como culinária, ou pintura) parece quase fácil. Você abre, faz o que tem que fazer, e fecha. O que tem de complicado nisso?

Demorou um pouco, enquanto eu assistia fascinado pensando tudo isto, para entender que a insistente pergunta que me faziam; "Você está se sentindo bem?" não era mera curiosidade profissional, mas sim medo de que eu desmaiasse. Parece que tontura é uma reação mais comum do que curiosidade entre os que assistem sua primeira cirurgia.

Abertas as seis camadas, e drenado o fluido amniotico, dois dos médicos praticamente se jogaram sobre a barriga da Ceci (que, notem, estava acordada, com anestesia local), enquanto o obstetra colocava as mãos dentro do útero e puxava com força.

A cabeça espirrou para fora, seguida do tronco e membros. O Gabriel chegou em silencio, tossiu, e começou a chorar. Chorar alto. Não vou nem tentar descrever o que passou pela minha cabeça naquela hora. Ninguem está preparado emocionalmente para ver um micro-ser humano que é metade você sair de uma barriga. É um momento em que você sente toda a sua vida mudando de rumo em um instante. O meu filho era cinza, coberto de muco, cabeludo e com unhas do Zé do Caixão. E era lindo! Tudo na vida é, ou potencialmente pode ser, provisório. Casamento, trabalho, amigos, tudo pode acabar ou mudar. Mas o Gabriel vai ser o meu filho para sempre, para cuidar e fazer crescer. Ele é uma promessa em forma de gente.

A enfermeira levou o Gabriel para ser limpo, pesado (4,85 kg!) e medido (50,5 cm). Sem ser chamado, eu fui atras. É nesses momentos você decide que tipo de pai quer ser. Enquanto ela me oferecia o pacotinho com meu filho enrolado no meio, eu poderia ser sensato e, como nunca antes tinha carregado um bebê, muito menos um recém nascido, deixar a enfermeira leva-lo para a mãe. Ignorei o conselho do meu cérebro, e fiz o que me diziam meus genes pleistocênicos. Peguei o Gabriel da maneira que meu instinto mandou e fui com ele até a Ceci.

Ficamos três dias no hospital. A Ceci não podia sair da cama devido à cesariana, então eu me tornei o mordomo dela (pega agua/telefone/ajusta minha cama/, etc). Para ser sincero, não fui tão atencioso quanto deveria. Mas não era dela que eu queria estar cuidando naquela hora. Troquei minha primeira fralda (enquanto o Gabriel fazia xixi descontroladamente), coloquei ele para arrotar e para dormir. Nunca imaginei que ia gostar tanto de fazer esse tipo de tarefa.

Estamos agora na casa dos pais da Ceci. Temos uma babá, que torna as coisas muito mais fáceis, mas mesmo com este desconto o Gabriel é um bebê muito tranquilo. Ele dorme tranquilo, é fácil de acalmar e (apesar de alguns problemas iniciais) mama direito. Eu fico com ele o máximo que consigo (sofrendo a concorrencia desleal da mãe e dos avós), e descobri que sou até um pouco jeitoso (fato surpreendente, dada a minha estabanação usual). Por algum motivo ele prefere meu dedo à chupeta, o que é uma excelente desculpa para ficar com ele mais tempo.

Bom é isso. O episodio piloto acabou, vamos ver o resto da série.

Para quem quer ver as fotos, sigam os links abaixo
http://www.flickr.com/photos/cecilab/
http://www.flickr.com/photos/cintiasaldanha/
http://www.flickr.com/photos/f_mafra/
http://www.flickr.com/photos/cortielha

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2006

Casa da sogra, Belo Horizonte

Existem dois tipos de pessoas que falam demais: Aquelas que adoram o som da própria voz, e aquelas que, por insegurança ou falta do que fazer, sentem a necessidade de preencher todo e qualquer silêncio.

UPDATE: O texto acima foi escrito em referência a uma pessoa específica, que não tem qualquer relação familiar ou espaço-temporal com a Casa da Sogra supracitada.

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sábado, 14 de janeiro de 2006

Casa da sogra, Belo Horizonte

Eis as receitas. São ambas adaptadas de outras que pegamos na internet. Não tenho as medidas, vai meio no olhometro.

Patela de Cordeiro a la Mafra com molho de menta

Ingrs.:

  • 1 Patela de cordeiro (Duh!)
  • 4 dentes de alho moido ou picado fino
  • 1 maço de hortelã picada fina
  • 1 maço de alecrim
  • Sal e pimenta do reino
  • 1 limão
  • 300ml de vinho branco seco

Em uma bandeja com borda, esfregue com as mãos vigorosamente o alho, hortelã, sal e pimenta na carne e ramos inteiros de alecrim. Deixe a pasta resultante cobrindo a carne. Enfie alguns raminhos de alecrim em pequenos cortes na carne. Regue com o suco do limão e o vinho. Deixe marinando por 2 horas, virando e regando com o caldo a cada 10 minutos.

Coloque no forno (a uns 190 graus), por 1:30 horas. A cada 20-30 minutos regue a carne com o caldo que vai se acumular no fundo da bandeja.

Retire os raminhos de alecrim, leve a carne (que deve estar macia e suculenta) para a grelha por uns 25 minutos, e sirva com o molho

Molho:

Ingrs.:
  • 4 dentes de alho moido
  • Caldo da propria carne
  • 1 maço de hortelã, picado nanoscopicamente
  • 150 ml de licor de menta
  • manteiga

Aqueça a manteiga e frite o alho. Adicione o licor (pode flambar, é divertido), deixe o cheiro de alcool sumir, e adicione o hortelã, e o sangue que sai da propria carne ao descongelar (o que? Sua carne é fresca? Lucky bastard...). Adicione um pouco de agua, deixe reduzir um pouco e desligue o fogo. Quandoa carne terminar de assar, recolha o caldo que se acumulou no fundo da bandeija. Raspe o que ficou grudado (use um pouco de agua). Adicione tudo ao molho. Aqueça, e adicione sal e pimenta a gosto. Se quiser, engrosse o molho com maizena.


Risoto de brie e presunto de Parma

Ingrs.:
  • 500 gr de arroz risoto
  • 3-4 cebolas médias picadas
  • 100 gr de presuto de parma, picado em cubinhos
  • 150 gr de brie sem casca* (use um brie mais maduro
  • Salsinha a gosto, picada fina
  • Caldo de galinha (se possivel, faça o seu proprio. Os maggi da vida são bons, mas muito salgados, e vc acaba tendo que usar menos que gostaria)
  • 200 ml de vinho branco seco
  • Queijo pecorino ralado (un 60 grs) e manteiga
  • Sal e pimenta do reino


Deixe o caldo de galinha em uma outra panela, quente.

Aqueça azeite e manteiga na panela. Adicione a cebola, e deixe fritando até começarem a se desmanchar. Adicione o arroz, e mexa por alguns minutos. Adicione o vinho, e deixe o arroz absorve-lo. Adicione uma concha de caldo de frango, o presunto e o Brie moido. Vá acrecentando caldo a medida que for secando, mexendo o tempo todo (demanda muque). Adicione a salsinha, sal e pimenta pouco antes do arroz ficar no ponto bom. Quando isso acontecer, adicione a quantidade de caldo nescessaria para atingir a consistencia desejada, desligue o forno, adicione o Pecorino e um colher de manteiga, misture bem, tampe e deixe descansando por uns 5 minutos.

Na receita original, o risoto é servido com um molho de demasco. O molho é muito bom, mas nao combina com carneiro. Se vc fizer só o risoto, pegue uns damascos, deixe fervendo com agua e açucar por 1 hora, e bata no liquidificador.

___________________
Use um queijo mais maduro (uns 35-40 dias). Ele deve estar macio e fedido. Queijo brie fresco é queijo minas pintado de branco. Os nacionais são ok (e.g., campolina). Tem uns importados que são abominaveis (e.g., um tal de Bonjour de France ou algo assim é um chiclete com fungo. O President é bom). Na verdade, Brie de verdade é feito de leite não pasteurizado e com milhoes de outras frescuras, é delicioso e absurdamente caro. Para o risoto, os que mencionei (menos o BjdF) estão otimos.

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quarta-feira, 11 de janeiro de 2006

Casa da Sogra, Belo Horizonte

Estou em BH desde o último post. O Gabriel continua ótimo, e só ocasionalmente manifesta contrariedade chutando a bexiga da Ceci. Eu que estou de fora sem uma melancia na barriga acho tudo lindo...

Nas ultimas duas semanas saimos muito com o Fernando e a Mi (futuros padrinho e padrinha do Gabriel). Fizemos uma ceia deliciosa de Reveillon (bife role com molho de mel e mostarda, risoto de brie e parma com molho de damasco, salada de nozes e gorgonzola, e as sobremesas fantásticas da minha mãe). Mas realmente nos superamos no RPG (Cthulhu!) que teve aqui na sexta passada. O Fernando mestrou, e jogamos eu, o Zecão, a Ceci(!) e a Mi(!), e a Mari (que fez uma gangster psicopata). Mas antes, fizemos uma paleta (ombro, sp?) de carneiro (veja abaixo) e o mesmo risoto do Revillon. E pensar que a cinco anos mestre e jogadores provavelmente ficariam satisfeitos com uma pizza da mangabeiras...

Falando em Pizza, está rolando uma propaganda na TV da ´Promoção do Mensalão: Compre uma pizza e leve outra inteiramente gratis´. Bizarro...

Depois posta a receita, vou ver um filme com a Mari agora, depois devemos nos encontrar com a Mi.

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sexta-feira, 23 de dezembro de 2005

Casa, Rio de Janeiro

Estou postando literalmente da minha janela, que é o unico lugar que pega bem o WiFi da 'claudinha' (o meu vizinho de baixo ainda não ligou o WiFi dele, tô quase batendo na porta para reclamar).

Estamos indo hoje para BH, onde ficaremos até o nascimento do Gabriel e além. Depois posto mais que a Ceci já esta chamando para ir embora.

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quarta-feira, 30 de novembro de 2005

Casa, Rio de Janeiro - Lobo Solitario


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Originally uploaded by wronski.
Um comentario rápido: Eu e a Ceci estamos procurando um carrinho para o Gabriel. Depois de muito pensar, decidi que é este que eu quero.

Em vista da temática niponica, eu me pergunto: Porque não podemos todos usar kimonos? A algumas semanas estive em BH para o casamento do Alastair. Foi muito legal encontrar todos os meus amigos deste ramo da minha vida sob o mesmo teto. A única tristeza foi que pela primeira (e espero última) vez na minha vida tive que usar um terno.

A Ceci já postou as fotos no flog dela, depois eu posto aqui com comentários adicionais.

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