sábado, 19 de julho de 2014

Universidade de Reading, Inglaterra>
The frugal airport shuttle



Pousei na Inglaterra depois de 10 horas de vôo e 2 horas de atraso. O piloto passou o tempo falando mal do controle de trafico aéreo brasileiro ('Eles não dizem nada, só mandam esperar!'). Cheguei, tirei a bicicleta da sacola, joguei fora o plástico bolha,  dobrei a sacola, coloquei a bolsa (que vai de bagagem de mão) no bagageiro, e sai pedalando. Seguindo pelo vale do Tâmisa, passei por Windsor e outras cidades nesta próspera região da Inglaterra. Já havia gravado meu trajeto no celular, feito no Google Maps especificamente para bicicleta. A saída do aeroporto foi um pouco mais tensa (embora não excessivamente; muitos funcionários pedalam para o trabalho, e existe até uma loja de bicicletas escondida em seu cavernoso interior), mas depois entrei no padrão usual de estrada regional -> estrada rural -> trilha de cascalho -> picada no mato. Devo admitir que a última iteração me surpreendeu um pouco. Mais uma e eu precisaria de um facão. Mas eventualmente eu avistava uma trilha a frente, e o padrão se revertia. Exceto por uma ocasião em que entrei em um haras por engano e fui perseguido sem muito entusiasmo por um par de cães, e uma para outra para necessidades fisiológicas várias, fiz um caminho bastante direto.

Cheguei em Reading já de noite, fui jantar com o Rodrigo (que trabalhou comigo na UFRJ e faz doutorado aqui) e o Slawomir Nasuto. Agora vou dormir. Depois de amanhã apresento meu seminário aqui.



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domingo, 13 de julho de 2014

Aeroporto do Galeão, Rio de Janeiro
Siga aquele ônibus

Dia de final da copa, e eu estou na sala de embarque, esperando para voar para Londres. O plano é passar uma semana em uma colaboração na Universidade de Reading, e depois ir para a Escocia. Vou atravessar as ilhas Hebridas Externas (é esse o nome em português?) de bicicleta, com algumas paradas para subir uns morros e comer uns haggis. Dependendo do clima, talvez até dê praia.

Vou depois para Edinburgo, para um congresso sobre redes neuronais.

Cheguei muito perto de não ir, ontem. Minutos após descer do ônibus (o notório 495)  notei que havia perdido minha carteira, que imaginei havia caído no assento. Imediatamente, pulei sem nenhum tostão no bolso  em um taxi, e proferi uma das frases que sempre quis dizer, 'Siga aquele ônibus'. Fomos em perseguição até a rua da passagem quando, em um ponto, o taxista consegui interceptar o dito cujo. Pulei e fui falar esbaforido com o motorista, que me deixou entrar pela porta traseira para procurar o que era meu. Encontrei a carteira nas mãos de um passageiro idoso ('isto aqui é seu:'), que se organizava com alguns outros para me encontrar por nome no Facebook. Como sei que existe um comediante igualmente belo-horizontino bastante mais famoso com o meu nome, imagino que ele receberia uma mensagem um tanto misteriosa.

Estão chamando meu vôo. Eis o mapa


Outra coisa. Me pediram para escrever um post sobre a copa para um blog britanico para o qual eu contrinui alguns posts no passado. Inicialmente pretendia recusar, mas após o massacre alemão, acabei escrevendo alguma coisa.

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